A Polícia Federal documentou mais de dez reuniões presenciais entre o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli e o banqueiro Daniel Vorcaro, que está sob investigação no caso relacionado ao banco Master. De acordo com as investigações, a maior parte dessas reuniões teria acontecido durante eventos em Brasília, como jantares e comemorações, conforme indicado por mensagens examinadas pela apuração. As informações são do UOL.
Conforme as informações contidas no relatório, os eventos mencionados seriam respaldados por outros elementos presentes no documento, conforme fontes que tiveram acesso ao mesmo. O texto também indica que, após a apresentação do relatório, ocorreu uma reunião entre os ministros do STF, onde o ministro Luiz Fux teria ressaltado que Vorcaro e Toffoli tiveram “seis minutos de diálogo” entre eles, de acordo com uma matéria do site Poder360.
A divulgação das informações dessa reunião e a repercussão do relatório geraram uma turbulência interna entre os ministros do Supremo, que começaram a desconfiar que poderiam ter sido gravados por Toffoli.
Redistribuição de relator
Depois da entrega do relatório, os processos relacionados ao banco Master no STF foram encaminhados por sorteio ao ministro André Mendonça na última sexta-feira. Esse acontecimento teria intensificado a tensão dentro do tribunal, principalmente após a decisão sobre a retirada de Toffoli do caso.
O relatório ainda ressalta que, diante das incertezas, Toffoli refutou a possibilidade de ter um vínculo de amizade com Daniel Vorcaro e argumentou que não existiam provas que fundamentassem a alegação de suspeição.
Fundo Arleen e repasses de R$ 35 milhões
Outro aspecto mencionado pela Polícia Federal diz respeito à transferência de R$ 35 milhões do fundo Arleen, associado ao banqueiro, para a empresa Maridt, onde Toffoli tem participação juntamente com parentes. O documento destaca que essa movimentação financeira se tornou notória, uma vez que ocorreu muito tempo após a venda de uma parte de um resort pela Maridt ao fundo Arleen.
A transação teria se realizado em 27 de setembro de 2021. Entretanto, conforme mensagens ligadas a Fabiano Zettel e Daniel Vorcaro, os repasses do fundo Arleen para a Maridt teriam ocorrido somente entre 2024 e 2025.
Nota de Toffoli
Na comunicação publicada na semana anterior, Toffoli destacou que não possui ligação com os mencionados. “O ministro não conhece o administrador do Fundo Arleen e nunca teve qualquer tipo de amizade, especialmente uma amizade mais próxima, com o investigado Daniel Vorcaro“, detalhou. “Além disso, o ministro esclarece que nunca recebeu quantia alguma de Daniel Vorcaro ou de seu cunhado Fabiano Zettel“, acrescentou a declaração. (Foto: Reprodução)
Por Opinião em Pauta com informações do UOL



