O Banco Central anunciou a liquidação extrajudicial da Reag Trust Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A nesta quinta-feira (15). A medida foi tomada em razão de sérias infrações às regulamentações do SFN (Sistema Financeiro Nacional).
Fundos geridos pela Reag Trust realizaram atividades fraudulentas com o Banco Master entre julho de 2023 e julho de 2024, conforme os dados fornecidos pelo Banco Central ao TCU (Tribunal de Contas da União). No documento enviado à corte, a autoridade financeira destacou que essas operações não estavam conforme as regulamentações do Sistema Financeiro Nacional, revelando sérios problemas nas áreas de gestão de risco, crédito e liquidez.
A companhia também foi objeto de uma investigação devido a suspeitas de envolvimento em esquemas de lavagem de dinheiro relacionados à operação Carbono Oculto, que examina a conexão entre o setor de combustíveis, o PCC e instituições financeiras.
Em comunicado, a entidade responsável pela política monetária afirmou que persistirá em adotar todas as ações necessárias relacionadas à Reag Trust a fim de investigar as responsabilidades conforme suas atribuições legais.
“As conclusões das investigações poderão resultar na imposição de sanções administrativas e na notificação das autoridades competentes, respeitando as normas legais pertinentes. Segundo a legislação, os ativos dos controladores e ex-gestores da instituição ficam indisponíveis“, afirma a nota do Banco Central.
Operação Carbono
O Banco Master estava ligado financeiramente às gestoras de investimento Trustee DTVM e Reag Investimentos, que foram objeto da Operação Carbono Oculto, iniciada para desarticular um esquema de fraudes e lavagem de dinheiro na indústria de combustíveis.
Em anúncio feito ao mercado em setembro de 2025, após a realização da Operação Carbono Oculto, a Reag Investimentos anunciou que o fundo Hans 95 estava envolvido na negociação de CDBs (Certificados de Depósito Bancário) do Banco Master.
No momento em que a operação foi iniciada, o Banco Master comunicou que a Reag funcionava como uma fornecedora de serviços do banco, focando especificamente na gestão e administração de fundos, semelhante a várias outras instituições que ofereciam esse tipo de serviço ao banco.
“O Banco Master representa apenas um dos muitos clientes da Reag, que se destaca como uma das principais empresas do Brasil, sem ter qualquer influência em sua administração, organização societária ou decisões internas”, afirmou a instituição na ocasião. (Foto: Reprodução)
Por Opinião em Pauta com informações do Valor Econômico



