O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) retornou à Superintendência da Polícia Federal após permanecer quase dez dias internado no Hospital DF Star, em Brasília, onde foi submetido a uma cirurgia para corrigir uma hérnia inguinal bilateral. Durante sua estadia no hospital, ele também passou por mais três intervenções cirúrgicas.
Antes de receber alta e retornar à Superintendência, onde cumpre uma pena de 27 anos e três meses por sua participação em um golpe, a defesa de Jair Bolsonaro fez uma solicitação ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, pedindo a concessão de prisão domiciliar. No entanto, o juiz rejeitou o pedido.
De acordo com os defensores legais, a solicitação foi feita antes da liberação do hospital com o objetivo de impedir que Bolsonaro voltasse à Superintendência da Polícia Federal, “em um estado de saúde evidentemente inadequado para as exigências do sistema prisional, incluindo seus deslocamentos e as restrições estruturais desse contexto“.
No dia 24 de dezembro, Bolsonaro foi internado para realizar uma cirurgia de hérnia inguinal bilateral, que ocorre quando um segmento de órgão ou tecido abdominal se desloca por uma região debilitada na parede muscular da virilha.
Entretanto, ele passou por quatro cirurgias ao longo de uma semana, das quais nem todas estavam ligadas à hérnia.
Na segunda-feira (29), a equipe de saúde efetuou um bloqueio anestésico no nervo frênico para cessar as crises de soluços do ex-presidente. Apesar da intervenção, Bolsonaro teve um novo episódio de soluço e precisou ser submetido a mais um procedimento na terça-feira (30).
O ex-chefe de Estado passou por uma endoscopia digestiva alta, onde foi constatada a continuidade da esofagite e gastrite, além de ter registrado elevações na pressão arterial.
Enquanto estava internado, Bolsonaro solicitou aos médicos a prescrição de antidepressivos. (Foto: PF/Reprodução)
Por Opinião em Pauta com informações da CBN



