Durante a extraordinária manifestação popular, a voz da Amazônia ecoou por ações reais
Opinião em Pauta, direto de Belém – A cidade de Belém foi palco neste sábado (15) de uma mobilização histórica. A Marcha Global pelo Clima, realizada paralelamente à COP30 e como parte da programação da Cúpula dos Povos, reuniu cerca de 60 mil pessoas — segundo estimativas da organização e do governo federal — em um vibrante protesto que exigiu compromissos climáticos imediatos e efetivos.
A multidão, composta por povos originários, quilombolas, ribeirinhos, movimentos sociais, ativistas ambientais, políticos e cidadãos de mais de 60 países, tomou as ruas da capital paraense.
A marcha, que percorreu cerca de 4,5 km desde o Mercado de São Brás até a Aldeia Cabana, carregou as seguintes mensagens centrais:
“COP da Verdade”
O termo foi a principal bandeira, clamando por compromissos reais e imediatos dos líderes globais no combate à crise climática, indo além das promessas formais.
Justiça Climática e Transição Energética Justa
Os manifestantes reforçaram a necessidade de que as ações climáticas considerem as populações mais vulneráveis e assegurem uma mudança energética que não sacrifique as comunidades tradicionais e os trabalhadores.
Contra a Exploração de Combustíveis Fósseis
Um dos momentos de maior simbolismo foi o “funeral dos combustíveis fósseis”, um ato de denúncia contra a continuidade da exploração que agrava o aquecimento global.
Protagonismo da Amazônia e dos Povos
A mobilização buscou dar visibilidade às pautas socioambientais da região e a voz dos povos que vivem a emergência climática na linha de frente.
O evento contou com a participação de figuras políticas, como as ministras Marina Silva e Sônia Guajajara, além de artistas e ativistas de renome internacional.
Um Contraste de Zonas
A Marcha Global pelo Clima em Belém se consolidou como a grande manifestação popular da sociedade civil na Cúpula dos Povos, marcando um contraste com as negociações na Zona Azul da COP30. O protesto reforça que a solução para a crise climática passa, necessariamente, pela pressão popular e pelo respeito aos territórios e às comunidades que historicamente protegem o planeta.
A Marcha foi finalizada de forma pacífica na Aldeia Cabana, consolidando-se como um grito de alerta global que ecoa diretamente da Amazônia. (Foto: Opinião em Pauta)
Por Opinião em Pauta direto de Belém (COP30)



