Margem Equatorial: CNI estima renda de R$ 175 bi e quase 500 mil empregos

Uma pesquisa realizada pelo Observatório Nacional da Indústria da CNI (Confederação Nacional da Indústria) revela que a atividade de extração de petróleo na Margem Equatorial do Brasil cria 495 mil postos de trabalho e contribui com R$ 175 bilhões para o Produto Interno Bruto (PIB).

Conforme a análise realizada pela CNI, o levantamento levou em conta a presença de uma cadeia de produção de máquinas, equipamentos e serviços de apoio nos estados do Amapá, Pará, Maranhão, Piauí, Ceará e Rio Grande do Norte. A pesquisa se baseou na premissa de que cada estado opera um bloco, com uma produção aproximada de 300 mil barris diários, cotação do barril a US$ 60 e taxa de câmbio de R$ 5,50.

 

A confederação estimou que o valor dos royalties pode variar de R$ 3,6 bilhões a R$ 5,4 bilhões por ano, além de R$ 270 milhões voltados para as ações de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I).

Hoje à tarde, a CNI emitiu um comunicado favorável à exploração.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) expressa seu respaldo à escolha do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) de otorgar à Petrobras a autorização para explorar o primeiro poço em águas profundas na Margem Equatorial, uma área que se destaca como uma das mais promissoras novas fronteiras energéticas do Brasil. Essa decisão é um passo significativo para investigar o potencial de extração de petróleo e gás na costa norte do país, em uma região crucial para uma transição energética justa e sustentável.

A indústria de petróleo e gás desempenha uma função crucial na economia do Brasil, representando 9% do PIB do setor industrial e gerando mais de R$ 1,8 trilhão em impostos e royalties nos últimos dez anos.

Esses fundos são repartidos entre a União, os estados e os municípios, sendo utilizados em setores como educação, saúde e assistência social.

Ela afirma que “a expansão das ações na Margem Equatorial pode, assim, ter um papel fundamental no progresso regional e na diminuição das desigualdades socioeconômicas nas áreas Norte e Nordeste”. (Foto: Rede Brasil)

Por Opinião em Pauta com informações da CNN

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