Aliados dizem que Lula vai ignorar pressão e indicar Messias para STF

A iniciativa para promover a candidatura do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) ao Supremo Tribunal Federal, apoiada por ministros da Justiça e pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), provavelmente não terá impacto junto ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Lula parece disinclinado a ceder à pressão externa e deve nomear o ministro Jorge Messias, da Advocacia-Geral da União (AGU), para o cargo deixado vago pela saída do ministro Luís Roberto Barroso, conforme afirmam seus apoiadores.

De acordo com fontes do governo, o presidente deve realizar o anúncio ainda nesta semana, visando evitar qualquer tipo de pressão sobre Messias antes de sua nomeação.

A aposentadoria do ex-presidente do Supremo Tribunal Federal foi divulgada no Diário Oficial da União nesta quarta-feira (15). A decisão de se afastar da Corte antes do prazo foi anunciada por Barroso na quinta-feira (9).

Considerado o candidato predileto no Palácio do Planalto e pelo PT, Messias continua sendo a escolha favorita para a Corte. A principal razão para isso é a relação de confiança estabelecida com o presidente.

Durante um encontro no Palácio da Alvorada na terça-feira (14), os membros do STF informaram a Lula que a Corte provavelmente sofrerá ataques nos próximos anos e que a pessoa a ser nomeada deve ser “resoluta” na proteção da democracia e das instituições.

Os convidados do jantar comentaram que o presidente está quase determinado a escolher o advogado-geral da União. Pessoas próximas ao presidente afirmam que ele tem demonstrado um certo desconforto em relação às cobranças para que nomeie Pacheco.

Além de ser um aliado próximo de Lula, Messias faz parte da Igreja Batista e sua nomeação pode servir como um atrativo para conquistar o suporte dos eleitores evangélicos com os quais o presidente busca se alinhar.

Caso se confirme, o AGU pode se tornar o segundo membro evangélico do Supremo Tribunal Federal, seguindo o ministro André Mendonça, que é parte da Igreja Presbiteriana e foi nomeado em 2021 pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Após a indicação do presidente, o candidato ao STF deve passar por uma sabatina e receber a aprovação do Senado. (Foto: Ricardo Stuckert)

Por Opinião em Pauta com informações de O Globo

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