O governo do Brasil continua dialogando com a administração americana para facilitar um encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. As discussões, que começaram durante a Assembleia Geral da ONU, visam resolver diferenças de agenda e de organização para que a reunião ocorra ainda em outubro.
Conforme reportado pela CNN Brasil, Lula solicitou que o encontro se realizasse na Casa Branca. O presidente do Brasil acredita que a reunião deve ter um caráter institucional e simbolizar a relevância da reinicialização do diálogo entre as duas nações.
Indivíduos próximos à situação informaram que Lula descartou a opção de se encontrar com Trump em lugares diferentes, como no resort Mar-a-Lago, na Flórida. Em contrapartida, a administração dos Estados Unidos também não aceitou a proposta de uma conversa telefônica.
Pessoas próximas a Lula afirmaram que o presidente não está disposto a tratar o encontro como uma reunião privada. Segundo um de seus aliados, Lula destacou que não se trata de um encontro informal entre amigos, como uma visita entre conhecidos. A ironia em torno da proposta de um encontro em Mar-a-Lago enfatiza a necessidade de que a reunião observe os protocolos diplomáticos próprios das autoridades que ocupam cargos de destaque.
Além da possibilidade de um encontro na Casa Branca, o Itamaraty também considera a realização de reuniões na Malásia ou na Itália, na lista de destinos de viagens de ambos os chefes de Estado.
Itamaraty trabalha esboço de agenda
Enquanto a definição não evolui, diplomatas do Itamaraty e a assessoria de relações internacionais da Presidência permanecem em comunicação com representantes do governo dos Estados Unidos. Embora a espera cause inquietação entre os membros da equipe brasileira, aliados de Lula destacam que o presidente orienta a não apressar as coisas. Eles enfatizam que o foco deve ser assegurar que o diálogo aconteça em um espaço oficial, que reflita a importância da relação entre os dois países.
Se o encontro for confirmado, ele pode proporcionar um novo espaço para o diálogo entre Brasil e Estados Unidos, que foi interrompido desde a tomada de posse de Trump. Espera-se que as discussões abordem principalmente questões econômicas, incluindo a possibilidade de negociar isenções às tarifas elevadas estabelecidas por Washington sobre produtos brasileiros. (Foto: Reuters)
Por Opinião em Pauta com informações da CNN



