Nesta sexta-feira (26), a Petrobras anunciou que a obtenção da licença ambiental para a perfuração de um poço exploratório na Margem Equatorial está condicionada apenas à submissão de planos revisados ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). A notícia foi reportada pela agência Reuters, que está acompanhando o andamento do processo de licenciamento da empresa estatal.
De acordo com a matéria, a companhia declarou que “para conseguir a licença de operação, falta apenas submeter os planos atualizados, conforme pedido do Ibama“. A empresa pública também assegurou que reencaminharia a documentação ainda nesta sexta-feira.
Segundo a Petrobras, o órgão responsável pela proteção ambiental indicou que, após a liberação da licença, será necessário realizar uma nova simulação, que está programada para a etapa de perfuração do poço. O Ibama havia autorizado, em agosto, um exercício de emergência, mas destacou sérias deficiências no plano de resgate de animais.
No relatório técnico, a instituição apontou que “o plano sugerido não assegura medidas eficazes para o cuidado dos animais que possam ser afetados em um possível incidente de vazamento de óleo, o que poderá ocasionar uma significativa perda de biodiversidade, resultando na morte desses seres vivos.”.
Pequenos incidentes
O documento também documentou ocorrências que aconteceram durante o ano no rio Oiapoque, localizado no Amapá. No dia 26 de agosto, uma embarcação da Petrobras ficou enredada em uma rede de pesca de um residente local às 2h10 da madrugada. O pescador recebeu uma compensação de R$ 12 mil. Em seguida, outra embarcação encalhou em um banco de areia, e quase ocorreu uma colisão com uma pequena embarcação.
Os “animais“ empregados na avaliação — ilustrados por brinquedos de plástico — chegaram ao centro veterinário em Oiapoque com apenas 30 minutos de antecedência para atender ao prazo de 24 horas estabelecido. O Ibama também ressaltou que a Petrobras utilizou navios não autorizados e indicou falhas de segurança em simulações de voo, que poderiam resultar em riscos tóxicos para os pilotos em situações de emergência. (Foto: Petrobras)
Por Opinião em Pauta com informações da Reuters



