O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) deu seu aval para a etapa final do licenciamento ambiental, permitindo que a Petrobras inicie a exploração de petróleo na Margem Equatorial, situada na costa do Amapá.
Conforme a matéria, a fase final refere-se à Avaliação Pré-Operacional (APO), que ocorreu no final de agosto. Este é um teste que avalia a eficácia dos planos de emergência e de proteção à fauna formulados pela empresa estatal para situações de incidentes durante a perfuração. O relatório aprovado ressalta que, apesar da estrutura proposta pela Petrobras ser sólida, são necessárias modificações para melhorar a resposta em caso de acidentes.
O relatório do Ibama indica que não houve acordo entre os especialistas que analisaram a APO. Alguns profissionais destacaram deficiências e a necessidade de ajustes nos planos apresentados pela Petrobras. Mesmo assim, a decisão final foi pela aprovação do teste.
“O documento afirma que, com base nas notas deixadas pela equipe de avaliadores, a solidez da estrutura apresentada e a singularidade da atividade realizada, que envolveu desafios logísticos significativos, a Avaliação Pré-Operacional do Bloco FZA-59 foi considerada aprovada.”.
Cronograma de ação
Uma das principais críticas levantadas pelos especialistas foi a discrepância entre os recursos aplicados na assistência à fauna durante a simulação e aqueles estipulados no Plano de Proteção à Fauna (PPAF). O relatório observa: “A abordagem e os recursos utilizados para o atendimento à fauna durante a APO não estão alinhados com o que foi proposto no PPAF, conforme delineado na análise. Conclui-se que o PPAF precisa ser reavaliado e atualizado, levando em conta as observações contidas neste relatório.”.
O Ibama estipulou que, após a atualização do plano, uma nova simulação deve ser conduzida na etapa de reservatório do poço, com ênfase no monitoramento, na recuperação e no transporte da fauna em situações de emergência. A análise deverá ser supervisionada de forma rigorosa pelo órgão ambiental. (Foto: Reprodução)
Por Opinião em Pauta com informações do Brazil Stock Guide


