Com as sanções impostas ao Brasil, os Estados Unidos não estarão presentes na segunda edição do evento “Em Defesa da Democracia e Contra o Extremismo”. A reunião ocorrerá na próxima quarta-feira (24), em Nova York, durante a Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas).
A escolha de não incluir Washington foi feita pelo Brasil em colaboração com seus parceiros.
A atividade é coordenada pelo líder Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em colaboração com os líderes do Chile, Gabriel Boric, da Espanha, Pedro Sánchez, da Colômbia, Gustavo Petro, e do Uruguai, Yamandú Orsi. A previsão é atrair representantes de aproximadamente 30 nações.
No ano anterior, durante a administração do democrata Joe Biden, os Estados Unidos receberam um convite para a primeira edição do fórum e designaram um representante do Departamento de Estado.
A explicação é que as atitudes dos Estados Unidos durante a gestão de Trump não se alinham com um evento que promove a democracia e busca unir esforços contra o extremismo global. Isso é ainda mais relevante em um momento em que Washington levanta dúvidas sobre a democracia no Brasil e critica instituições, como o sistema eleitoral e o Judiciário.
Para o governo Lula, a proposta de convidar os americanos seria contraditória diante das crescentes tensões entre as nações, que se intensificaram desde julho. (Foto: EFE/Andre Borges)
Por Opinião em Pauta com informações da Ag. Press



