A Sinqia, que intermedia a ligação entre instituições financeiras e o sistema Pix, sofreu um ataque cibernético na tarde da última sexta-feira, levando ao desvio de R$ 670 milhões, de acordo com informações obtidas, valor superior ao que havia sido inicialmente previsto. Dentre essa quantia, R$ 630 milhões pertenciam ao HSBC e R$ 40 milhões à Sociedade de Crédito Direto Artta. Os hackers tentaram sequestrar mais fundos, totalizando mais de R$ 1 bilhão, mas suas ações foram impedidas pela intervenção do Banco Central.
O incidente se dá precisamente sessenta dias depois da irregularidade na C&M Software, uma empresa que também atua conectando bancos e fintechs ao sistema de pagamentos do Banco Central. Especialistas acreditam que essa nova situação, relacionada a dificuldades enfrentadas por empresas de tecnologia, revela falhas que indicam a urgência de melhorar as normas e a fiscalização do sistema.
R$ 366 milhões bloqueados
Do montante de recursos apropriados indevidamente, R$ 366 milhões já estão sob bloqueio. Os grupos responsáveis continuam ativos na busca pela recuperação do restante da quantia furtada, enquanto a Polícia Federal apura a situação. A Sinqia não possui acesso ao sistema Pix.
A empresa divulgou que está apurando a situação e se empenha na recuperação dos sistemas comprometidos em um novo cenário, que contará com supervisão e controles mais rigorosos. “Uma vez que o novo ambiente seja estabelecido e tenhamos certeza de sua prontidão para retomar as operações, o Banco Central procederá com a avaliação e a autorização antes da reativação.”
HSBC afirma que contas não sofreram impacto.
O HSBC declarou ter detectado movimentações financeiras realizadas por meio do Pix em uma conta de um de seus provedores. A instituição ressaltou que essa atividade não prejudicou as contas dos clientes ou os recursos, uma vez que a repercussão ocorreu apenas no sistema do provedor.
“O banco informa que ações foram implementadas para impedir essas operações na plataforma do provedor. O HSBC reitera seu compromisso com a proteção de dados e se coloca à disposição das autoridades para auxiliar nas investigações”, declarou.
A Artta declarou em comunicados que o ataque ocorreu, afetando contas que a empresa possui diretamente no Banco Central para transações interbancárias, mas sem repercussões para os usuários. “O ambiente da Artta e as contas de nossos clientes não foram alvo do ataque”, declarou a empresa. (Foto: Reprodução)
Por Opinião em Pauta com informações de O Globo



