São Luiz conta com 7.315 habitantes, conforme o Censo de 2022, sendo a cidade com a menor população do estado. Para ilustrar a gravidade da situação financeira, isso significa que cada um dos cidadãos, incluindo idosos, crianças e recém-nascidos, estaria endividado em mais de R$ 5 mil.
Durante o último mandato de James, que abrange de 2021 a 2024, o município recebeu aproximadamente R$ 100 milhões em emendas PIX federais, segundo informações do portal de transparência da Controladoria-Geral da União (CGU). Adicionalmente, foram destinados R$ 3,5 milhões provenientes de emendas estaduais, conforme dados da Assembleia Legislativa de Roraima (Ale-RR). Isso significa que cada cidadão de São Luiz teve, em média, mais de R$ 14 mil recebidos em emendas ao longo de quatro anos.
Aproximadamente seis projetos que começaram em 2021 permanecem inacabados. O que mais se destaca é o portal de 26 metros na entrada da cidade, orçado em R$ 2,16 milhões, que tinha previsão de entrega para outubro de 2022, mas encontra-se paralisado desde julho de 2024.
As obras inacabadas acumulam um gasto de aproximadamente R$ 36 milhões para os cofres públicos. O g1 esteve em São Luiz e dialogou com os residentes, que se referem a essas construções como “elefantes brancos”. As obras em questão são:
- Parque de Vaquejada, com um custo de R$ 13,7 milhões, está com um atraso de 2 anos e 4 meses.
- Conjunto de moradias composto por mais de 100 residências, avaliado em R$ 12,3 milhões, sem data estabelecida para conclusão.
- Praça na entrada do município, com um custo de R$ 6 milhões, está 11 meses atrasada.
- Escola pública com investimento de R$ 2,7 milhões, com um atraso de 1 ano e 6 meses na sua conclusão.
- Portal na entrada da cidade, com um custo de R$ 2,16 milhões, que sofreu um atraso de 2 anos e 9 meses.
- Unidade de Saúde Básica (USB) com um custo de R$ 1,3 milhão, com um atraso de 2 anos e 11 meses.
Ainda, a Ale-RR criou uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) com o objetivo de apurar alegações de irregularidades relacionadas a R$ 3,5 milhões em duas emendas estaduais durante o segundo mandato de James.
Chicão proclamou a situação de emergência na cidade três semanas após ter iniciado sua administração. Em sua declaração, mencionou a falta de pagamento aos funcionários públicos, obrigações fiscais pendentes e débitos com prestadoras de serviços. (Foto: Raquel Maia/Rede Amazônica)
Por Opinião em Pauta com informações do G1



