Os parlamentares que apoiam o governo estão planejando a formação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) com o objetivo de investigar alegações sobre transações financeiras que possam ter utilizado informações confidenciais antes da divulgação, no dia 9 recente, das tarifas comerciais que os Estados Unidos impuseram ao Brasil.
A atividade política se intensifica depois que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), atendeu ao pedido da Advocacia-Geral da União (AGU) e decidiu iniciar um inquérito para investigar a situação.
De acordo com a entidade, existem indícios de que quantidades significativas de dólares foram adquiridas pouco antes da divulgação da carta oficial do ex-presidente Donald Trump, que estabeleceu a tarifa de 50% sobre produtos originários do Brasil.
Conforme a solicitação da AGU, no período entre 13h30 e 16h20 daquele dia, foram adquiridos entre US$ 3 bilhões e US$ 4 bilhões a uma taxa de R$ 5,46, sendo vendidos posteriormente a R$ 5,60 – transação que teria proporcionado um ganho de até 50% em menos de três horas, algo raro no mercado de câmbio.
Para os pesquisadores e administradores, a atividade indica que o operador já estava ciente da escolha do governo dos Estados Unidos e da resposta imediata do mercado.
“Isso não corresponde ao padrão usual de transações em reais nesse dia. Pode ter sido alguém que estava ciente desde o início“, declarou Spencer Hakimian, gestor da Tolou Capital Management em Nova York. (Foto: Reprodução)
Por Opinião em Pauta com informações do G1


