(*) Henrique Acker (Opinião em Pauta) – Porta-vozes dos movimentos populares e representantes do governo federal e da Prefeitura do Rio reforçaram a importância da participação dos povos na afirmação do BRICS como fórum alternativo à nova ordem mundial vigente. Houve unanimidade na mesa de abertura na condenação do genocídio contra o povo palestino em Gaza.
A deputada estadual Marina e a vereadora Maíra, ambas do MST, destacaram a necessidade de políticas que afirmem a soberania popular para enfrentar a fome, a crise ambiental e a construção de um regime de saúde pública global.
“Quando se faz a construção com a participação popular, é mais difícil errar. É o povo que vive a realidade, que sente os problemas e tem soluções para eles”, afirmou o ministro da Secretaria Geral da Presidência da República, Márcio Macedo.
Apesar do momento conturbado do cenário político e econômico internacional, o representante do Ministério da Fazenda, Antônio Freitas, disse acreditar na construção de consensos no BRICS, mesmo com o aumento do número de países membros e parceiros.
“Com a criação do conselho civil no ano passado, a gente garantiu que os povos dos países do BRICS sejam escutados, não importa quem esteja no governo”, destacou Vitória Panova, representante do conselho da Rússia.
Elias Jabour, presidente do Instituto Pereira Passos, representou a Prefeitura do Rio e reforçou a importância do Conselho Civil, apelidado de Conselho Popular. E informou que já sugeriu ao prefeito Eduardo Paes que o Rio seja considerado uma espécie de capital simbólica do BRICS.
A Sessão Especial do Conselho Popular do BRICS deve culminar com a apresentação de um documento final do Fórum Civil Popular do BRICS na tarde de domingo, 5 de julho, abordando os diversos temas, com recomendações aos líderes dos países membros.
Além dos conselheiros brasileiros, estão no Rio delegações da Rússia, Indonésia, Etiópia e África do Sul. (Foto: Henrique Acker)
Por Henrique Acker (jornalista e colunista)



