BRICS adota participação da sociedade civil e de movimentos populares

(*) Henrique Acker  (Opinião em Pauta)  –   Pela primeira vez um encontro do BRICS conta com uma reunião de representantes de diversos movimentos populares e organizações da sociedade civil dos países membros. O evento acontece nos dias 4 e 5 de julho, no Teatro Carlos Gomes, no Centro do Rio de Janeiro.

O objetivo do Conselho é destacar a importância da participação popular no grupo e dar visibilidade ao fórum como espaço de construção de sugestões alternativas aos temas abordados na pauta da Cúpula do BRICS. Está previsto para o fim do encontro a publicação de um documento com recomendações dirigido aos líderes do BRICS.

Com o nome oficial de Fórum Civil Popular do BRICS, a articulação foi criada a partir das discussões do Fórum de julho de 2024, em Kazan, na Rússia, com a aprovação de todos os países do bloco. A partir dali cada país membro assumiu o compromisso de formar seu próprio conselho nacional.

Em 2025, foram criados sete grupos de trabalho, divididos por temas: saúde, educação, ecologia, cultura, finanças, segurança e institucionalidade. Todos os temas são prioridades eleitas pela presidência brasileira para a cúpula deste ano e constam da pauta do encontro dos líderes do BRICS, em 6 e 7 de julho, no Rio de Janeiro.

O BRICS é um bloco que reúne representantes de 11 países membros permanentes: Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Irã, Arábia Saudita, Egito, Etiópia, Emirados Árabes Unidos e Indonésia. Também participam os países parceiros: Belarus, Bolívia, Cazaquistão, Tailândia, Cuba, Uganda, Malásia, Nigéria, Vietnam e Uzbequistão. (Foto: Priscila Ramos/Comunicação MST)

 

(*) Por Henrique Acker (jornalista e colunista)

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