Banco paraense  aposta no produtor;  prefeitura de Canaã dos Carajás mira  novos agrônomos

Crédito fácil, juventude técnica e o campo em disputa

 

Canaã dos Carajás (PA) – No coração do sudeste paraense, onde o solo é fértil e a vida pulsa no campo, uma boa notícia chegou para quem vive da terra. O Banpará lançou o Banpará Bio, uma linha de crédito pensada especialmente para os horticultores. Sem muita burocracia, o produtor rural agora  pode acessar até R$ 30 mil, com juros de 8% ao ano , um respiro financeiro que pode se transformar em irrigação, adubo, ferramentas novas e até esperança.

Representantes do banco foram recebidos pelo secretário de Agricultura, Zito Augusto, conhecido apenas como “Zito” pelos pequenos produtores. A visita, mais do que institucional, revela uma estratégia: levar o banco onde o povo está, estendendo os braços do Banpará até onde muitas vezes só chegam promessas e poeira.

Mas o campo também é lugar de saber — e disso, Canaã começa a entender cada vez mais.

 

Equipe do Banpará reunida com o secretário Zito Augusto

 

Formandos

No fim da tarde da sexta-feira, 27,  a Secretaria de Produção Rural promoveu um encontro com os formandos da primeira turma de Agronomia da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará. Um momento simbólico, num ambiente despojado, com café passado na hora e muitas ideias passando de mão em mão.

A conversa foi simples, mas cheia de profundidade como aproximar o conhecimento acadêmico da realidade de quem planta e colhe com as próprias mãos. Segundo Zito, a ideia é aproveitar o que esses jovens aprenderam na universidade e transformar isso em cursos e oficinas voltadas aos agricultores da região. “A gente tem um dos solos mais ricos do mundo”, diz o secretário. “Mas Canaã precisa começar a pensar no amanhã. Um amanhã que venha depois da mineração.”

 

 

Para a geógrafa Raquel Cardoso essa aproximação entre juventude técnica e agricultura familiar, entre banco público, prefeitura  e pequeno produtor, pode significar algo maior do que políticas públicas: pode ser o começo de um projeto de futuro. Um campo que não dependa apenas da riqueza que está debaixo da terra, mas do valor que brota dela  com ciência, dignidade e trabalho. (Fotos redes sociais)

 

Por Opinião em Pauta

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