Nesta sexta-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o Irã opta por dialogar diretamente com Washington, em vez de fazê-lo com as nações europeias. Seus comentários surgem após uma reunião anterior em Genebra, onde ministros das Relações Exteriores europeus se encontraram com o representante iraniano para buscar uma alternativa diplomática ao conflito entre Israel e a República Islâmica, com o intuito de prevenir uma intensificação e um eventual envolvimento militar dos EUA.
O presidente dos Estados Unidos rejeitou a possibilidade de a Europa influenciar as negociações, afirmando que os diálogos entre os representantes do Reino Unido, França, Alemanha, UE e o chanceler de Teerã “não foram eficazes“.
— O Irã não está interessado em dialogar com a Europa, mas sim conosco — afirmou o presidente dos Estados Unidos a jornalistas ao desembarcar em Morristown, Nova Jersey.
Ele também mencionou que o período de duas semanas para uma escolha sobre a participação militar dos EUA é o “limite” que pode oferecer, podendo chegar a uma decisão antes disso. Na quinta-feira, uma nota da Casa Branca declarou que Trump “decidirá sobre o envolvimento ou não nas próximas duas semanas” devido à “considerável possibilidade de diálogos” com o Irã.
— Estou estabelecendo um prazo para eles. Vamos verificar qual será esse prazo. No entanto, eu diria que duas semanas é o limite — afirmou, adicionando que a intenção era “observar se as pessoas voltariam a agir com sensatez“.
Qualquer participação dos Estados Unidos na operação em Israel incluiria o ataque a uma instalação subterrânea de enriquecimento de urânio em Fordow, utilizando bombas de grande poder destrutivo, projetadas para destruir abrigos, que são exclusivas dos EUA.
Trump continuou a subestimar a chance de solicitar a Israel que parasse suas ofensivas, após o chanceler iraniano, Abbas Araghchi, afirmar que Teerã não voltaria às negociações com os EUA até que Israel fizesse concessões.
— Realizar esse pedido é bastante desafiador. Quando uma equipe está em vantagem, isso se torna mais complicado do que quando está em desvantagem — afirmou ele. — No entanto, estamos preparados, motivados e capacitados. Estamos em diálogo com o Irã e aguardamos os desdobramentos. (Foto: Reuters)
Por Opinião em Pauta com informações de O Globo



