O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou que o Brasil tende a sofrer menos em comparação a outras nações devido ao aumento das tarifas adotado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Em uma reunião realizada na Associação Comercial de São Paulo na última segunda-feira, Galípolo declarou que a ação tomada pelo republicano acabou servindo como uma proteção para a nação.
De acordo com ele, o aumento das tarifas deve afetar mais nações que possuem uma relação comercial mais significativa com os Estados Unidos.
Segundo Galípolo, o Comitê de Política Monetária, conhecido como Copom, havia antecipado os desafios decorrentes do aumento das tarifas e estimou um impacto negativo na economia.
Com a imposição de uma tarifa extra de 50% sobre os produtos do Brasil, os especialistas em economia estão analisando três alternativas.
A primeira questão diz respeito a um crescimento na disponibilidade de produtos domésticos, já que não será possível redirecioná-los. Dessa forma, espera-se que os preços diminuam temporariamente no mercado interno.
A próxima etapa é que o intensificar das discussões com os Estados Unidos pode resultar na depreciação do real frente ao dólar, o que poderá exercer pressão sobre a inflação no período médio, embora de forma temporária.
O terceiro cenário apresenta uma duração um pouco maior, envolvendo o desemprego e os desafios que algumas indústrias enfrentarão para descobrir novas oportunidades para suas exportações.
Galípolo comentou que desde o início da administração de Donald Trump, em 2016, as taxas impostas pelo republicano resultaram na diversificação das nações envolvidas na manufatura.
O Brasil não participou desse processo de aproximação, o que resulta, atualmente, em menos prejuízos em comparação a outras nações, como o México.
Outro aspecto discutido na reunião foi o gerenciamento da meta de inflação no Brasil.
Hoje pela manhã, o Banco Central publicou uma nova edição do Boletim Focus.
O relatório estima que o PIB do Brasil aumentará 2,21% em 2025. Esse valor representa uma redução em relação à estimativa anterior, que era de 2,3% de crescimento.
A diminuição ocorre após um período de 4 semanas sem variações.
As projeções para o crescimento econômico do país em 2026 foram ajustadas para baixo, passando de 1,88% para 1,87%. Isso indica duas reduções seguidas nas expectativas.
A projeção de inflação para 2025 também apresentou uma diminuição, reduzindo-se de 5,07% para 5,05%, embora ainda permaneça acima do limite superior da meta, estabelecido em 4,5%.
Sobre a Selic, Galípolo afastou a chance de diminuições em um futuro próximo e afirmou que um dos focos principais da atual geração é ajustar os canais de transmissão da política monetária.
De maneira diferente, de que forma o Brasil pode implementar taxas de juros mais baixas e ao mesmo tempo manter o equilíbrio da economia nacional?. (Foto: Banco Central / Divulgação)
Por Opinião em Pauta com informações da CBN


