STF abre inquérito sobre Flávio Bolsonaro e Willer Tomaz

O Supremo Tribunal Federal (STF) abriu um inquérito para investigar suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo o advogado Willer Tomaz, empresas ligadas a ele e o senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência da República. O ministro Alexandre de Moraes foi sorteado para relatar o caso.

A investigação teve início na primeira instância da Justiça Federal do Rio Grande do Sul, onde eram apuradas suspeitas de crimes como lavagem de dinheiro e evasão de divisas, além de uma possível utilização de casas de apostas no suposto esquema.

Durante a apuração, a Polícia Federal no Rio Grande do Sul quebrou o sigilo telemático de Willer Tomaz e encontrou e-mails que indicariam que Flávio Bolsonaro estava cadastrado como “usuário master” de uma conta bancária da Alcazar Holdings, empresa pertencente ao advogado.

De acordo com relatório da Polícia Federal, a documentação de abertura da conta bancária da empresa apontava que o senador possuía um perfil de usuário master, condição que, em princípio, lhe proporcionaria um nível elevado de acesso e gerenciamento da conta.

Em outro trecho do relatório, a PF informa que, em um e-mail datado de 22 de maio de 2025, Willer Tomaz solicitou expressamente a exclusão desse acesso. Para os investigadores, o registro indica que Flávio Bolsonaro permanecia vinculado à conta, ao menos do ponto de vista operacional, até aquela data.

Ainda segundo a Polícia Federal, foram identificados diversos elementos que apontariam para uma relação de proximidade entre o advogado e o senador.

Em razão do foro por prerrogativa de função de Flávio Bolsonaro, o caso foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal em 8 de outubro. Após analisar os indícios apresentados, a Procuradoria-Geral da República manifestou-se favoravelmente à abertura do inquérito.

A abertura da investigação foi noticiada inicialmente pelo jornal O Estado de S. Paulo e posteriormente confirmada pelo portal g1.

 

Segundo inquérito no STF

Este é o segundo inquérito no Supremo Tribunal Federal em que Flávio Bolsonaro figura como investigado. O primeiro, sob a relatoria do ministro André Mendonça, foi aberto em julho e apura suspeitas relacionadas ao financiamento do filme Dark Horse por Daniel Vorcaro, do Banco Master.

Flávio Bolsonaro e Willer Tomaz são amigos e têm afirmado que não mantêm negócios em conjunto.

A investigação agora conduzida pelo STF deverá aprofundar a análise dos elementos reunidos pela Polícia Federal, especialmente aqueles relacionados ao vínculo do senador com a conta bancária da empresa Alcazar Holdings.

É importante ressaltar que a abertura de um inquérito representa o início ou o aprofundamento de uma investigação, não uma comprovação de culpa. A apuração deverá esclarecer a natureza do vínculo identificado e verificar se houve alguma irregularidade ou prática criminosa. (Foto: Reprodução)

Por Opi9nião em Pauta com informações do G1

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