Shein: como opera chinesa que deixa de recolher impostos com vendas no Brasil

Na última terça-feira (11), a Receita Federal confirmou o fim da isenção do imposto em compras internacionais que custem até US$ 50 (R$ 246 na cotação atual). Gigantes de e-commerces como Shein, AliExpress e Shopee, devem sentir os impactos.

A Shein é uma plataforma de e-commerce que vende produtos internacionais no país, mas diferente de marcas como AliExpress e Wish, ela possui confecção própria, com linhas de roupa e produtos como a Shein Curve e Shein Vestido.

Apesar de o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ter dito a jornalistas na China que não conhece a gigante chinesa do e-commerce, a Shein é uma das queridinhas para compras no Brasil.

De acordo com o BTG Pactual, a Shein faturou R$ 8 bilhões no país em 2022 — um crescimento de 300% em comparação aos R$ 2 bilhões de 2021.

 

Como funciona a Shein

A plataforma foi fundada em 2012, na China, e atualmente envia a mais 150 países, incluindo o Brasil. O e-commerce atraiu o público brasileiro com tamanhos variados de roupas e preços acessíveis — além de fornecer cupons de desconto.

O aplicativo pode ser baixado nos smartphones com Android e iOS, além de o usuário conseguir realizar compras pelo próprio site na web.

A Shein é considerada uma marca ultra fast fashion e utiliza a tecnologia e interface intuitiva a seu favor para disponibilizar, em pouco tempo, peças que são tendências.

 

Velocidade

Durante a pandemia, a Shein se tornou a queridinha dos brasileiras por conta da rapidez com a qual ela entende o que é tendência no universo da moda — além da velocidade que produz as peças.

A empresa usa algoritmos e faz análise de redes sociais como Instagram e TikTok para entender o comportamento do público e o interesse e sucesso em cada parte do mundo.

 

Redes sociais

Hoje a Shein acumula um grande número de seguidores em suas redes sociais e inúmeras citações: no TikTok, a hashtag Shein tem mais de 76,6 bilhões de visualizações.

Já o termo “Compras na Shein” tem 98,2 milhões de visualizações na rede social.

Outro atrativo do e-commercer é o tempo de entrega: o prezo costuma variar entre 30 a 45 dias úteis e as condições de frete costumam ser mais baratas.

 

Polêmica com taxação

Varejistas brasileiros acreditam que as empresas de venda de produtos importados não cumprem todas as taxas e requisitos legais no Brasil.

No entanto, as companhias, como a Shein, negam a acusação. Estima-se que a evasão fiscal por conta desse cenário gire em torno de R$ 14 bilhões anuais.

No modelo atual, a cobrança de um imposto de compra no exterior é feito apenas quando o produto passa pela alfândega. Já as empresas nacionais estão sujeitas à cobrança de impostos ao longo da cadeia de produção.

Na foto, uma das linhas de produção da chinesa (Reprodução/ Redes Sociais)   

 

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