Servidores de Belém protestam contra gestão de Igor Normando

Belém  –  Em plena quarta-feira (21), as ruas de Belém tornaram-se palco de um embate direto entre o funcionalismo público e o prefeito Igor Normando. O movimento, que começou nas portas da Segep, denuncia um projeto de governo que, segundo os manifestantes, prioriza o setor privado em detrimento dos direitos conquistados e dos serviços essenciais.

 

O Estopim: A “Sanha Privatista”

O clima de indignação ganhou voz através de lideranças como o ex-vereador Dr. Chiquinho (Francisco Almeida). Para ele, o projeto enviado por Normando à Câmara Municipal não é apenas uma reforma administrativa, mas um “vigoroso ataque” à categoria. A crítica central recai sobre a precarização: a tese de que, ao retirar direitos dos servidores, a prefeitura compromete diretamente a ponta final do atendimento ao cidadão belenense.

“O Igor está conseguindo piorar o que já não estava bem”, disparou Dr. Chiquinho, sinalizando que a “lua de mel” pós-eleitoral do prefeito parece ter acabado.

 

Servidor Dr. Chiquinho, um dos líderes da manifestação

A Polêmica do Hospital Veterinário

Um dos pontos mais sensíveis da manifestação toca em uma bandeira que o próprio Igor Normando utilizou exaustivamente em sua trajetória política: a causa animal.

Dr. Chiquinho acusa o prefeito de usar a estrutura pública para beneficiar aliados através da privatização dos serviços veterinários. O alvo da polêmica é o Hospital Público Veterinário — fruto de uma lei de autoria do próprio ex-vereador. Segundo o servidor, a entrega da gestão do hospital a mãos privadas é vista como uma traição ao propósito original da instituição e um exemplo da “sanha privatista” que estaria contaminando a gestão municipal.

 

 

Pressão nas Ruas: Da Segep à SEMEC

A mobilização não se restringiu à concentração estática. Em um ato simbólico de resistência, os servidores iniciaram uma passeata pelas ruas da capital com destino à Secretaria Municipal de Educação (SEMEC). O objetivo é claro: forçar a abertura de um canal de diálogo com o titular da pasta e barrar retrocessos que afetam desde o planejamento administrativo até a sala de aula.

O que se vê nas ruas de Belém hoje é o reflexo de uma gestão que, em busca de uma suposta “eficiência privada”, parece estar atropelando o diálogo com o corpo técnico que faz a cidade funcionar. Se o diálogo não prevalecer, dizem analistas do quadro político belenense, sobre as canetadas, Igor Normando poderá enfrentar um isolamento político precoce diante de uma base que é fundamental para qualquer governo: os servidores públicos.

 

O protesto deste dia 21 revela uma fissura ideológica na gestão de Normando. Ao tentar imprimir um ritmo de privatizações em áreas sensíveis, o prefeito colide com a estabilidade do serviço público e com leis municipais preexistentes. A pergunta que fica para o contribuinte é: a privatização visa a melhoria do serviço ou apenas o alívio da folha de pagamento e o favorecimento de grupos parceiros?  (Foto: OP)

Por Opinião em Pauta

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