O senador Cleitinho Azevedo, do Republicanos de Minas Gerais e alinhado a Bolsonaro, fez um apelo para que o presidente Lula, do PT, não valide o projeto que eleva o total de assentos na Câmara dos Deputados de 513 para 531, que foi aprovado pelo Congresso na semana passada.
Cleitinho declarou que apoiaria um possível veto de Lula ao projeto. Embora faça parte da oposição ao governo, ele comentou, em uma entrevista para a GloboNews, ser contra a “hipocrisia” do Congresso, que exige que o governo reduza despesas.
“É um escárnio. Você pode perguntar para a população brasileira se ela quer que aumente o número de deputados, e ela não quer. Como a gente tem moral de mandar o governo cortar gastos se o Congresso Nacional está aumentando gastos? Até escutei senadores dizendo que não vai aumentar gasto. Como não, se vai aumentar o número de gabinetes, assessores, salários? Então aumenta os gastos, sim. Se o Congresso tem orçamento para isso, então por que não devolver? Por que não dar o bom exemplo?”, disse Cleitinho Azevedo.
Cleitinho declarou que houve uma harmonização entre o Senado e o presidente da Câmara para validar a proposta. “O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), buscou a aprovação do texto para honrar um compromisso com Hugo Motta (Republicanos-PB)”, disse..
O texto foi encaminhado para a sanção do presidente Lula. A iniciativa que institui 18 novas cadeiras na Câmara dos Deputados foi aprovada no dia 25 de junho, contando com 361 votos favoráveis e 36 contrários. Posteriormente, recebeu também aprovação no Senado, com a votação de 41 a 33. O custo anual previsto é de R$ 64,6 milhões, porém, conforme o projeto, não haverá aumento nas despesas, mesmo com a criação das novas vagas.
Na mesma data, o Congresso cancelou o acréscimo do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) proposto pela administração Lula. A Câmara registrou 383 votos a favor e 98 contra. No Senado, a aprovação foi apenas simbólica. Motta justificou a inclusão do projeto na pauta da Câmara ressaltando que os cidadãos não conseguem suportar um aumento nos impostos.
A proposta que eleva a quantidade de deputados busca corrigir as “desproporções” identificadas pelo Supremo Tribunal Federal. O STF decidiu que as vagas devem ser redistribuídas, garantindo que a quantidade de assentos reflita a população segundo os dados do último Censo, realizado pelo IBGE em 2022. (Foto: Agência Senado)
Por Opinião em Pauta com informações da GloboNews



