A gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) expressou inquietação em relação às punições divulgadas nesta quarta-feira (1º) pelos Estados Unidos, direcionadas a dois brasileiros e três empresas nacionais, devido a supostas conexões com o Primeiro Comando da Capital (PCC). Essas ações foram implementadas pelo Departamento do Tesouro dos EUA durante a gestão do ex-presidente Donald Trump.
Conforme informações do jornal O Globo, a Secretaria Nacional de Justiça (Senajus), que faz parte do Ministério da Justiça e Segurança Pública, declarou que está atenta aos acontecimentos relacionados às sanções e considera que essas podem trazer à tona “medidas ainda mais severas, implementadas fora dos canais habituais de colaboração internacional”.
Apesar de expressar preocupação com as consequências da decisão, a Senajus declarou que a ação dos EUA não pegou o governo brasileiro de surpresa. De acordo com o órgão, a medida “não é inesperada para o governo brasileiro: é uma consequência que já se previa, após a designação do PCC pelos Estados Unidos como grupo terrorista estrangeiro”.
Segundo a análise do governo, embora as sanções tenham validade jurídica única nos Estados Unidos, suas consequências podem afetar instituições financeiras em outras nações.
Ação esperada
A secretaria informou que as ações podem gerar “impactos indiretos significativos nas instituições financeiras internacionais, incluindo as nacionais, devido ao risco de limitações regulatórias e à possível exposição a sanções secundárias“.
O Ministério da Justiça comunicou que está conduzindo uma avaliação detalhada do histórico criminal das pessoas afetadas, a fim de identificar possíveis ligações com a facção criminosa.
Os brasileiros que foram sancionados são Victor Henrique de Oliveira Shimada e Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira.
Na relação de sanções, foram adicionadas as seguintes empresas brasileiras: Victory Trading Intermediação de Negócios Cobranças e Tecnologia Ltda; Pixwave Soluções de Pagamentos Ltda e Wave Construções Inteligentes Ltda.
Uma companhia de Portugal também faz parte da lista divulgada pelo governo dos Estados Unidos. (Foto: Reprodução)
Por Opinião em Pauta com informações de O Globo


