Por Henrique Acker – Centenas de milhares de pessoas participaram no domingo (17/8), em Tel Aviv, de uma concentração em favor da paz e da libertação de todos os reféns israelenses em mãos do Hamas. “Exigimos um acordo abrangente e viável e o fim da guerra”, disse Einav Zangauker, mãe do refém Matan e figura de destaque do movimento de protesto.
O Fórum de Reféns e Familiares dos Desaparecidos prometeu que os manifestantes iriam “fechar o país” numa greve geral, com o objetivo de trazer de volta os reféns e acabar com a guerra. Em todo o Israel, manifestantes bloquearam estradas, incendiaram pneus e entraram em confronto com a polícia. Mais de 30 manifestantes foram presos, segundo as autoridades.
Em resposta aos protestos, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que as ações dos manifestantes “não apenas endurecem a posição do Hamas e prolongam a libertação de nossos reféns, mas também garantem que os horrores de 7 de outubro se repitam”.
Por sua vez, o ministro das Finanças israelense de extrema direita, Bezalel Smotrich, condenou as manifestações como parte de uma “campanha perversa e prejudicial que favorece o Hamas” e levaria Israel a pedir “rendição”.

Os protestos acontecem mais de uma semana depois que o gabinete de segurança de Israel aprovou planos para capturar a Cidade de Gaza, 22 meses após o início de um conflito que criou uma terrível crise humanitária no território palestino. O Hamas ainda mantém em cativeiro 24 reféns vivos e 35 mortos.
A ofensiva militar de Israel desde outubro de 2023 já matou pelo menos 62.000 palestinos até agosto deste ano, segundo o Ministério da Saúde de Gaza, a maioria civis. O número não inclui os milhares que estão soterrados sob os escombros ou os que morreram indiretamente em consequência da guerra.
No balanço de vítimas fatais estão incluídas 17.400 crianças (sem contar as que estão desaparecidas), 212 jornalistas e profissionais de mídia, 1.700 pessoas nas proximidades das zonas de distribuição de ajuda humanitária, além de centenas de profissionais de saúde e funcionários de agências de ajuda humanitária que atuavam em Gaza. (Foto: Reprodução)
Por Henrique Acker (jornalista e colunista) com informações do The Guardian, Haaretz, portal da Federação Internacional dos Jornalistas, portal da ONU, Observatório dos Direitos Humanos e Médicos Sem Fronteiras.


