O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aumentou a pressão sobre os partidos do Centrão ao declarar que não tem a intenção de “implorar“ por apoio governamental. Com a popularidade em ascensão, Lula acredita que as divisões internas em partidos como União Brasil e PP podem beneficiar sua estratégia política e consolidar bases estaduais para a corrida em 2026.
De acordo com o jornal O Globo, o presidente está enfrentando as solicitações de partidos que pedem a exoneração de Celso Sabino (Turismo) e André Fufuca (Esporte) de seus cargos. Apesar do prazo estabelecido, Lula indica que não pretende realizar alterações imediatas em sua equipe ministerial, acreditando que os ministros que estão em sintonia com ele fortalecem as divisões entre as siglas que formam a coalizão.
Para o governo federal, os avanços recentes, como a extensão do limite de isenção do Imposto de Renda e o estabelecimento de um canal direto com Donald Trump, presidente dos EUA, fortalecem sua posição. Na perspectiva de Lula, essa estratégia marginaliza o bolsonarismo e enfraquece a ideia de que somente o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) mantém relações com Washington.
Durante uma entrevista à TV Mirante, localizada no Maranhão, o presidente expressou de forma direta sua mensagem.
“Eu não vou implorar para nenhum partido estar comigo, vai estar comigo quem quiser estar comigo. Não sou daqueles que ficam tentando comprar deputado. Vai ficar comigo quem quiser, quem quiser ir para o outro lado que vá, e que tenha sorte porque nós temos certeza de uma coisa: a extrema direita não voltará a governar esse país”. (Foto: Ricardo Stuckert)
Por Opinião em Pauta com informações de O Globo



