Petrobras faz simulado de emergência na Margem Equatorial

Neste domingo (24), a Petrobras deu início a um teste de emergência na Margem Equatorial, localizada no Amapá, como parte do procedimento de Avaliação Pré-Operacional (APO). Esse exercício é visto como a etapa final antes da decisão do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) referente à concessão da autorização para a perfuração de um poço de petróleo e gás em áreas de águas profundas da região.

De acordo com a Reuters, a Petrobras anunciou que a Autorização para Operação (APO) foi oficialmente iniciada pelo Ibama às 18h10 de domingo (24). A atividade de simulação conta com aproximadamente 400 profissionais e utiliza grandes embarcações, helicópteros e uma sonda de perfuração, que está posicionada no local destinado à futura exploração. A empresa prevê que o exercício dure de três a quatro dias.

A Margem Equatorial é considerada pela indústria de petróleo uma das regiões mais promissoras para novas explorações, especialmente em razão de descobertas significativas em áreas geológicas similares no Suriname e na Guiana. Para os profissionais do setor, esse potencial pode posicionar o Brasil de maneira estratégica no mercado global de petróleo.

Entretanto, a potencial exploração causa controvérsias. Ambientalistas e até mesmo parte do governo expressam apreensão em relação aos riscos sociais e ambientais que uma exploração dessa magnitude poderia acarretar para a Amazônia, uma área reconhecida por sua rica biodiversidade e relevância climática.

De acordo com a Petrobras, toda a operação ocorre dentro de um cenário de emergência previamente estabelecido pelo Ibama. A empresa ressaltou em um comunicado divulgado na sexta-feira que, com base nesse cenário, irá utilizar os recursos planejados para a resposta, que incluem a mobilização de embarcações, veículos, centros de fauna e aeronaves.

A empresa destacou que o que está sendo realizado é apenas um teste e que qualquer atividade de perfuração só será realizada após a avaliação e possível concessão da licença ambiental. Em setembro de 2023, a estatal já havia realizado uma operação similar na Margem Equatorial da Bacia Potiguar, a qual resultou na obtenção da Licença de Operação para o bloco BM-POT-17. Até agora, o Ibama não se pronunciou oficialmente sobre o início do teste na Margem Equatorial.

Na imagem destacada, sonda da Petrobras (Foto: Reuters)

 

Por Opinião em Pauta com informações da Reuters

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