Petrobras anuncia que voltará a distribuir gás de cozinha

A Petrobras anunciou que seu conselho de administração deu o aval para que a empresa retorne ao mercado de distribuição de gás liquefeito de petróleo (GLP), popularmente conhecido como gás de cozinha. A notícia foi divulgada em uma reportagem do Valor Econômico nesta sexta-feira (8), fundamentada em um fato relevante registrado pela empresa na Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

A ação representa a volta atrás de uma escolha feita há cinco anos, quando a Petrobras transferiu a Liquigás, sua antiga subsidiária no setor, para dois grupos rivais durante o processo de desinvestimentos da fase de privatização liberal. Em sua nova estratégia, a companhia declara que irá reintegrar essa operação, visando atuar na distribuição de GLP, interagir com outras atividades no Brasil e no exterior, além de fornecer soluções de baixo carbono a seus clientes“.

A reintegração da distribuição do gás de cozinha tem sido promovida há meses pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que enfatiza a importância da Petrobras em retomar seu papel social e estratégico no fornecimento no país. Lula já expressou, em várias oportunidades, sua insatisfação com a retirada da estatal desse setor, especialmente pelos efeitos nos preços para as famílias de baixa renda.

Detalhes sobre o retorno da Petrobras ao mercado de GLP ainda não foram apresentados. Contudo, a empresa estatal possui a autonomia necessária para reiniciar essa operação, diferentemente do setor de distribuição de combustíveis líquidos, como gasolina e diesel. Nesse contexto, existe uma restrição contratual que permanece em vigor até 2029, devido à privatização da BR Distribuidora, agora chamada de Vibra.

Ao reassumir o controle de uma parte da rede de distribuição de GLP, a Petrobras poderá ajudar a garantir uma maior estabilidade nos preços e aprimorar a logística do segmento. Essa ação também simboliza um avanço significativo na retomada do papel da empresa como catalisadora do progresso no país.

A escolha é tática para fortalecer a atuação da empresa pública em setores fundamentais para a sociedade, assim como se conecta à meta do governo vigente de reestabelecer a Petrobras como uma companhia de energia unificada, que consiga harmonizar ganhos financeiros com compromissos sociais e ambientais (Foto: Reprodução)

 

Por Opinião em Pauta com informações do Valor Econômico

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