Pesquisa Quaest divulgada neste sábado (26), encomendada pela TV Liberal, mostra uma mudança significativa no cenário da disputa pelo governo do Pará. O levantamento aponta crescimento de Dr. Daniel (Podemos), avanço de Hana Ghassan (MDB) e forte redução do número de eleitores que ainda não definiram o voto.
Na pesquisa estimulada, quando os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados, Dr. Daniel aparece com 41% das intenções de voto, contra 28% registrados em agosto. Hana Ghassan também cresceu e passou de 27% para 32%.
A diferença entre os dois principais candidatos, portanto, chegou a nove pontos percentuais.
Araceli Lemos (PSOL) aparece com 2%, mesmo percentual da rodada anterior. Well Macedo (PSTU) e Gal Leite (UP) registram 1% cada. Ruth Reis (Democrata), que passou a integrar a disputa após a substituição de José Moita, aparece com 0%.
Um dos movimentos mais expressivos da pesquisa está entre os indecisos. O percentual caiu de 29% para 17%, indicando que uma parcela importante do eleitorado começou a definir sua preferência à medida que a eleição se aproxima.
Brancos, nulos e eleitores que afirmam não pretender votar somam 6%, contra 9% em agosto.
Espontânea também registra crescimento dos dois líderes
Na pesquisa espontânea, em que os nomes dos candidatos não são apresentados, Dr. Daniel passou de 14% para 23%, enquanto Hana Ghassan avançou de 12% para 19%.
Apesar do crescimento dos dois candidatos, ainda há um contingente expressivo de eleitores sem escolha definida: 54% permanecem indecisos. Em agosto, esse percentual era de 69%.
Os números mostram, portanto, que a disputa começa a ganhar maior definição, mas ainda existe uma parcela considerável do eleitorado que pode alterar o desenho da eleição nas próximas semanas.
Simulação de segundo turno
No cenário de segundo turno entre Dr. Daniel e Hana Ghassan, o candidato do Podemos aparece com 47%, enquanto a candidata do MDB registra 36%.
Em agosto, os dois tinham 36% no cenário testado pela Quaest. O percentual de eleitores que indicam voto em branco, nulo ou nenhum candidato permanece em 8%, enquanto os indecisos caíram de 20% para 9%.
A simulação deve ser lida como um retrato do momento da pesquisa, e não como projeção do resultado eleitoral.
Saúde é o principal problema apontado pelos eleitores
Quando perguntados sobre o principal problema do Pará, 37% dos entrevistados apontaram a saúde, disparadamente o tema mais citado.
A violência aparece em segundo lugar, com 12%, seguida por infraestrutura, com 7%. Desemprego e economia registram 5% cada. Corrupção foi mencionada por 4% e educação, por 3%.
Enchentes e pobreza/desigualdade aparecem com 2% cada.
O resultado revela que os serviços públicos, especialmente a saúde, ocupam posição central entre as preocupações do eleitorado paraense nesta reta final da campanha.
Conhecimento e rejeição dos candidatos
A pesquisa também mostra aumento no conhecimento dos dois principais candidatos.
Entre os entrevistados, 51% dizem conhecer Dr. Daniel e votar nele, enquanto 25% afirmam não conhecê-lo e 24% dizem conhecê-lo, mas não votariam nele.
No caso de Hana Ghassan, 41% afirmam conhecê-la e votar nela, 27% dizem não conhecê-la e 32% afirmam conhecê-la, mas não votar nela.
Araceli Lemos apresenta 6% de eleitores que dizem conhecê-la e votar nela, enquanto 81% afirmam não conhecê-la. Outros 13% dizem conhecê-la, mas não votar nela.
Well Macedo tem 4% de intenção de voto entre os que o conhecem, 89% de desconhecimento e 7% de rejeição.
Ruth Reis aparece com 3% entre os que dizem conhecê-la e votar nela, 90% que não a conhecem e 7% que afirmam conhecê-la, mas não votar nela.
Gal Leite registra 1% de eleitores que dizem conhecê-la e votar nela, 94% que não a conhecem e 5% de rejeição.
Governo estadual mantém aprovação, mas avaliação positiva recua
A Quaest também mediu a percepção dos paraenses sobre o governo de Hana Ghassan.
A administração é aprovada por 47% dos entrevistados, contra 25% que desaprovam. Em agosto, os índices eram de 51% e 22%, respectivamente.
Na avaliação qualitativa, 35% consideram o governo positivo, 30% avaliam como regular e 16% como negativo. Em agosto, os números eram 36%, 31% e 13%.
O levantamento registra, portanto, uma pequena deterioração na avaliação do governo, embora a aprovação ainda supere a desaprovação.
Maioria diz que Helder deve eleger um sucessor
A pesquisa perguntou ainda se o governador Helder Barbalho merece eleger um sucessor.
52% responderam que sim, enquanto 38% disseram que não. Outros 10% não souberam ou não responderam.
Em agosto, 53% consideravam que Helder merecia eleger um sucessor e 38% tinham opinião contrária.
O retrato da eleição
Os números da Quaest desenham uma eleição que entrou em uma fase mais definida. Dr. Daniel cresceu 13 pontos na pesquisa estimulada desde agosto, enquanto Hana Ghassan avançou cinco pontos. Ao mesmo tempo, o eleitorado indeciso caiu de 29% para 17%.
Mas a eleição ainda está em movimento. A existência de uma parcela expressiva de eleitores sem decisão definitiva e a distância entre conhecimento e rejeição dos candidatos indicam que há espaço para mudanças até 4 de outubro.
A Quaest ouviu 804 eleitores com 16 anos ou mais entre os dias 22 e 25 de setembro. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número PA-07042/2026. (Foto: Reprodução)



