As autoridades dos Estados Unidos estão avaliando a possibilidade de realizar pagamentos diretos para os cidadãos da Groenlândia, visando estimular a ilha a se desvincular da Dinamarca e, em um futuro próximo, unir-se aos EUA. A notícia foi reportada pela agência Reuters na última quinta-feira (8).
Conforme informações obtidas pela agência, os montantes em debate ficam entre US$ 10 mil e US$ 100 mil por indivíduo. Essa proposta é interpretada como uma tentativa de “adquirir” a ilha, que abriga aproximadamente 57 mil pessoas, e visa obter respaldo político, levando em conta a resistência da Groenlândia e da Dinamarca em tratar sobre o território. Não está definido, até o momento, de que maneira esses fundos seriam repassados ou quais condições seriam estabelecidas em contrapartida.
Conforme informações da Reuters, essa proposta é apenas uma das alternativas consideradas pela Casa Branca. Os Estados Unidos estão analisando a possibilidade de uma intervenção militar, embora optem por privilégios diplomáticos, como aquisições diretas ou parcerias estratégicas.
Um dos modelos sendo estudados é o Compacto de Livre Associação (COFA), que já foi aplicado em nações do Pacífico. Esse modelo estabelece a troca de apoio militar e serviços por liberdade em relação a bases dos Estados Unidos e benefícios comerciais. A sua execução demandaria que a Groenlândia deixasse a jurisdição da Dinamarca.
Em uma plataforma de mídia social, o primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, afirmou: “É hora de parar com as ilusões sobre a anexação”, após o presidente Trump declarar que os Estados Unidos devem comprar a ilha.
Autoridades de países europeus, incluindo França, Alemanha e Reino Unido, declaram que “apenas a Groenlândia e a Dinamarca têm a palavra final sobre essa questão”.
Em resposta a questões sobre a oferta de aquisição e os pagamentos, a Casa Branca enviou à Reuters declarações da porta-voz Karoline Leavitt, que indicou que Trump e sua equipe de segurança estão analisando “o que poderia envolver uma compra potencial”. O secretário de Estado, Marco Rubio, mencionou que se encontrará em breve com seu homólogo dinamarquês em Washington para debater o assunto.
A ideia foi apresentada depois que o presidente Trump ressaltou a importância estratégica da Groenlândia, que possui uma abundância de minerais cruciais para a segurança do país e é de interesse geopolítico na região do Hemisfério Ocidental. (Foto: Reprodução)
Por Opinião em Pauta com informações da Reuters



