Na noite de quinta-feira (28), a cidade de Congonhas, localizada no centro de Minas Gerais, anunciou o terceiro incidente de vazamento de água no estado em um período inferior a cinco dias.
Nesta ocasião, o incidente foi detectado no dique de Fraile, localizado na mina Casa de Pedra, que é de propriedade da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN).
Os dois vazamentos que aconteceram anteriormente, um no domingo (25) e o outro na segunda-feira (27), ocorreram em regiões sob a supervisão da mineradora Vale.
De acordo com a administração municipal de Congonhas, a nova questão foi descoberta durante a supervisão dos demais vazamentos:
“Observou-se o transporte de resíduos devido a enxurradas, resultantes de falhas nos sistemas de drenagem das estradas internas da empresa de mineração.”.
Segundo informações da prefeitura, o material seguiu em direção ao Rio Maranhão e, mesmo com o vazamento, não ocorreram danos nas estruturas.
A entidade municipal qualificou o ocorrido como um ‘impacto ambiental moderado’. A administração municipal afirmou que já comunicou a CSN para que sejam adotadas medidas.
Nota da companhia
A empresa se pronunciou a respeito do tema por meio de um comunicado. A organização declarou que, “de acordo com a própria prefeitura de Congonhas, verificou-se que não ocorreu nenhum tipo de extravasamento, transbordamento, ruptura ou anomalia em qualquer uma das estruturas da barragem ou nas contenções de sedimentos”. Em relação à afirmação da prefeitura sobre o transporte de resíduos devido à chuva, a CSN destacou que este cenário “está unicamente vinculado à drenagem das estradas de terra e acessos da área, além do eventual deslocamento de galhos em função das intensas chuvas, sem qualquer conexão com as barragens ou com as operações da Companhia”. (Foto: Prefeitura Congonhas / Divulgação)
Por Opinião em Pauta com informações do Estado de Minas



