A administração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está reconsiderando os detalhes do acordo firmado durante o mandato de Jair Bolsonaro (PL) para a inclusão do Brasil na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Na prática, o avanço na adesão ao que é conhecido como “Clube dos Ricos” foi interrompido.
A OCDE congrega as nações mais avançadas economicamente, incluindo Estados Unidos, Alemanha, Japão, França, Canadá e Itália. Os integrantes firmam compromissos em relação a práticas recomendadas em várias esferas e são submetidos a avaliações quanto à eficácia de suas políticas públicas e aos princípios liberais.
De acordo com informações da CNN, a oposição à incorporação à OCDE no governo do PT é conduzida pelo assessor especial para questões internacionais da Presidência, Celso Amorim, e recebe suporte da Casa Civil, do PT e de uma fração do Itamaraty.
Por trás das cortinas, os argumentos mais relevantes contra a adesão do Brasil à OCDE incluem a percepção de que a organização apresenta uma tendência neocolonialista, juntamente com a opinião do governo de que a OCDE está se transformando em um agrupamento mais voltado para questões políticas do que para assuntos econômicos.
Mesmo enfrentando objeções, a administração continua a avaliar as consequências da participação. Em uma conversa com a CNN, Maurício Lyrio, secretário de Assuntos Econômicos e Financeiros do Ministério das Relações Exteriores, revelou que o Brasil já atende aproximadamente 120 das 260 exigências do pacto. (Foto: Ricardo Stuckert)