O parlamentar federal Félix Mendonça Jr. (PDT-BA) está sendo investigado na nona etapa da operação Overclean, que foi iniciada pela Polícia Federal nesta terça-feira, dia 13. A operação, que conta com a colaboração da Controladoria-Geral da União e da Receita Federal, investiga uma suposta organização criminosa envolvida em desvio de emendas parlamentares, corrupção e lavagem de dinheiro.
A pesquisa revela que o legislador esteve envolvido de maneira significativa no esquema ilegal. Segundo os agentes, ele contava com a ajuda do ex-secretário parlamentar, Marcelo Chaves — que é um dos focos da quarta etapa da operação — para atuar como intermediário.
Chaves tratava da alocação de emendas para cidades baianas, exigia pagamentos indevidos de prefeitos favorecidos e se envolvia na gestão da distribuição de subornos.
O legislador supostamente teria obtido benefícios ilícitos, tanto de maneira direta quanto indireta, em troca da alocação de emendas parlamentares para pelo menos três cidades na Bahia.
O ministro Kássio Nunes Marques, do STF (Supremo Tribunal Federal), deu a autorização para a operação, que incluiu a emissão de nove mandados de busca e apreensão, além de ordenar o bloqueio de R$ 24 milhões em contas de indivíduos e empresas alvos da investigação.
Conforme dados fornecidos pela Polícia Federal, a finalidade da restrição é interromper a circulação de recursos provenientes de atividades ilegais e proteger bens para uma possível compensação aos cofres governamentais.
Os mandados estão sendo executados na Bahia e no Distrito Federal.
A etapa final da operação foi iniciada em outubro do ano anterior. Naquele momento, foram executados cinco mandados para busca e apreensão, além do bloqueio de quantias adquiridas de maneira ilegal em quatro estados.
O ex-secretário de Planejamento e a antiga secretária de Educação do Tocantins, assim como Luiz França, que é o secretário nacional do Podemos, foram investigados. (Foto: Reprodução)
Por Opinião em Pauta com informações da CBN



