Nesta terça-feira (24), o Ministério dos Transportes anunciou que, nos dois primeiros meses de 2026, 10.289 pessoas finalizaram o procedimento para conquistar a primeira Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
Todos esses condutores começaram o procedimento para adquirir a Carteira Nacional de Habilitação através do aplicativo CNH do Brasil, desenvolvido pelo Ministério dos Transportes.
De acordo com o ministério, eles “completaram a parte teórica do curso, realizaram os exames de saúde e psicológico, registraram as impressões digitais, foram aprovados nas avaliações teóricas e práticas e já receberam a CNH.”.
As fases para obter a CNH foram alteradas em janeiro deste ano e, com as atualizações nas normas, o valor total do procedimento diminuiu aproximadamente 70%, além de haver uma diminuição no período requerido para finalizar a habilitação.
O Ministério dos Transportes declara que, no sistema anterior, o trâmite demorava em torno de nove meses. Com as novas alterações, os solicitantes conseguem conquistar o documento em cerca de dois meses.
Ao contabilizar os indivíduos que começaram o processo de aquisição da CNH antes da implementação das novas normas, mas que concluíram o procedimento sob as novas diretrizes, juntamente com aqueles que já se adaptaram ao novo modelo de emissão do documento, o total de brasileiros habilitados no país chega a 424.349.
Aqui estão os cinco estados que apresentam a maior quantidade de brasileiros aptos conforme as novas diretrizes da CNH:
- Rio Grande do Sul: 2.530 concessões da primeira Carteira Nacional de Habilitação.
- São Paulo: 1.690 concessões da primeira Carteira Nacional de Habilitação;
- Minas Gerais registrou 1.431 emissões da primeira Carteira Nacional de Habilitação.
- Pará: 839 emissões da CNH inicial.
- Paraná: 676 liberações da primeira Carteira Nacional de Habilitação.
De 3 mil caiu para R$ 300,00
Com as recentes mudanças nas normas, o curso teórico, que antes era disponibilizado apenas nas autoescolas, agora pode ser acessado online. Além disso, a carga horária mínima para as aulas práticas reduziu de 20 horas para apenas duas.
Segundo informações fornecidas pelo Ministério dos Transportes, o valor das aulas teóricas e práticas variava de R$ 3 mil a R$ 5 mil.
O valor realmente diminuiu. Em uma pesquisa realizada em 10 cidades brasileiras, o g1 encontrou preços começando em R$ 380 para as categorias A ou B.
Esse valor foi registrado em Santos (SP) e o conjunto abrange:
- Dois exercícios práticos;
- Utilização do carro da autoescola durante as aulas práticas.
Há também outros gastos que mudam de acordo com a região. No estado de São Paulo, eles são os seguintes:
- Avaliação teórica: R$ 52,83;
- Avaliação prática: R$ 52,83;
- Consulta médica: R$ 90;
- Teste psicotécnico: R$ 90;
- Custo da emissão da versão impressa (a versão digital é sem custo): R$ 137,79.
O valor médio nas cidades analisadas é de R$ 500 para um pacote que inclui duas aulas práticas. Em todas elas, as autoescolas disponibilizaram pacotes com um número maior de aulas, e a média de preços registrada foi:
- Cinco sessões práticas: R$ 900;
- Dez aulas práticas: R$ 1.300.
- Vinte sessões práticas: R$ 1.900.
Em certas autoescolas, o pacote abrangia aulas teóricas e materiais educativos. Essa fase é disponibilizada sem custo pelo governo e pode ser feita online.
O g1 procurou, então, diversos instrutores independentes.
O valor mais baixo identificado em um pacote foi de R$ 379,90, correspondente a duas aulas. Este valor já contemplava a taxa da prova do Detran de Goiás, que é de R$ 38,93.
Em pesquisas adicionais, identificou-se que os professores autorizados cobram taxas que variam de R$ 80 a R$ 250 por hora. ( Foto: Crystofher Andrade/g1)
Por Opinião em Pauta com informações do G1



