Durante um jantar com parlamentares na Granja do Torto nesta quarta-feira (4), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mencionou especificamente o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), como um potencial candidato nas eleições presidenciais de outubro, deixando de lado o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Lula disse aos deputados que “ainda não conquistou, mas irá conquistar”, referindo-se à competição.
Além de Tarcísio, que diz não considerar uma candidatura à presidência e confirma sua intenção de concorrer à reeleição em São Paulo, o petista citou os governadores Ratinho Júnior (PR), Romeu Zema (MG) e Ronaldo Caiado (GO).
Lula afirmou que deseja analisar os resultados de suas administrações em relação às gestões estaduais dos estados mencionados.
Líderes destacaram que Lula incluiu Tarcísio na lista de possíveis candidatos à presidência, enquanto deixou de fora o senador Flavio, que foi indicado como o candidato da oposição pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Deputados do Centrão destacam o aumento nas intenções de voto para Flávio nas sondagens. Conforme uma pesquisa do instituto Meio/Ideia, publicada em 4 de fevereiro de 2026, ele está praticamente empatado com Lula em um possível segundo turno, com 45,8% para o presidente e 41,1% para o senador, considerando a margem de erro de 2,5 pontos percentuais. Isso sugere uma evolução do pré-candidato do PL em comparação ao começo do ano.
Um estudo realizado pelo instituto Paraná Pesquisas revela um equilíbrio técnico entre Lula e Flávio em uma possível disputa de segundo turno, com Lula alcançando 44,8% e Flávio obtendo 42,2%.
O presidente também sinalizou apoio à Câmara e reconheceu a liderança de Hugo Motta (Republicanos-PB). Essa manifestação de Lula em relação a Hugo acontece em um período em que o governo procura fortalecer sua relação com o Congresso, enquanto inicia a elaboração de sua estratégia para as eleições de outubro, com esforços para formar alianças regionais.
No mesmo contexto, Lula já afirmou sua intenção de encontrar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e líderes partidários, após o Carnaval, para avançar nas negociações políticas e fortalecer a comunicação com a outra Casa.
Por trás das cenas, a opinião é de que o jantar não se limitou a ser uma celebração, mas marcou o começo de um período em que Lula abordará o debate eleitoral de maneira mais transparente, preparando o terreno para comparações e opositores com táticas que provavelmente estarão presentes em seus discursos nos meses seguintes. (Foto: Ricardo Stuckert)
Por Opinião em Pauta com informações da Ag. Folha



