O chefe do Executivo brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), declarou que planeja dialogar diretamente com o presidente norte-americano, Donald Trump, sobre a extração de minerais essenciais e terras raras. Ele ressaltou que o Brasil não concordará com imposições externas referentes a seus recursos estratégicos. A informação, conforme relatado pelo G1, foi fornecida durante uma entrevista a uma estação de rádio local na Índia, onde está em viagem oficial.
Minerais essenciais e estratégicos são vistos como fundamentais para a economia contemporânea e para áreas de alta tecnologia, incluindo a fabricação de chips utilizados em smartphones e computadores, assim como em iniciativas de transição energética. Os elementos das terras raras figuram entre os insumos mais significativos nesse cenário geopolítico.
Informações do Serviço Geológico dos Estados Unidos revelam que o Brasil detém a segunda maior quantidade de terras raras do planeta, ficando só atrás da China. No entanto, a produção do país corresponde a aproximadamente 1% do total mundial.
Ao discutir o assunto, Lula declarou: “desejo dialogar com ele sobre a questão dos minerais essenciais e das terras raras. O Brasil possui uma grande quantidade de minerais importantes e terras raras, mas não pretendemos transformar o nosso país em um refúgio somente para a humanidade”.
O presidente enfatizou a importância de manter o controle nacional sobre a produção. “Opto por negociar de maneira soberana, garantindo que o processamento desses minerais essenciais ocorra em nosso território, em vez de ser realizado em outros lugares. E venderemos para quem desejarmos. Não vamos aceitar imposições de terceiros”, afirmou.
Ida de Lula à Casa Branca
Recentemente, os Estados Unidos ofereceram a certos países um modelo de colaboração voltado para a exploração de recursos estratégicos. O Brasil designou um representante para avaliar a proposta, mas optou por não fazer parte da iniciativa.
A ida de Lula à Casa Branca foi combinada em uma chamada telefônica com Donald Trump no ano anterior. A expectativa é que o encontro aconteça em março, após a viagem do presidente brasileiro à Coreia do Sul.
Além dos minerais essenciais, Lula declarou sua intenção de abordar o que chamou de “tarifaço”, que ainda se aplica a determinados segmentos da indústria, além de enfrentar o crime organizado e o tráfico internacional de entorpecentes. “Agora, quero visitar os Estados Unidos porque, desde que ele iniciou suas ações na Venezuela, falando sobre a luta contra o crime organizado e o tráfico de drogas, excelente. Eu também quero atuar nesse combate aqui no Brasil”, ressaltou. ( Foto: REUTERS/Evelyn Hockstein)
Por Opinião em Pauta com informações da Ag. Globo



