O ministro Alexandre de Moraes, que é o responsável pelo inquérito relacionado ao plano de golpe no Supremo Tribunal Federal, afastou a possibilidade de anulação da delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid. Além disso, ele rejeitou as tentativas de lideranças internacionais que visavam pressionar o STF para influenciar decisões que favorecessem Jair Bolsonaro, que enfrenta a iminente aplicação de uma pena pela Corte. O ex-presidente é acusado de cinco delitos e pode enfrentar uma pena superior a 40 anos de prisão.
“As milícias digitais seguem operando durante este processo, pois são peritas em disseminar notícias falsas. No entanto, não se deram conta de que não conseguirão amedrontar o Poder Judiciário. Não nos intimidarão, seja através de forças policiais ou milícias digitais, sejam elas do nosso país ou internacionais. O Brasil é uma nação soberana e autônoma. Em nenhum instante, o STF interferiu no conteúdo da delação premiada relacionada a Mauro Cid”, afirmou o jurista nesta terça-feira (25) durante o julgamento no Supremo.
No momento, a Lei Magnitsky está sendo discutida nos Estados Unidos, pois críticos de Alexandre de Moraes a mencionam como uma possível fundamentação legal para a imposição de sanções contra o ministro no país.
Em fevereiro, o sistema judicial americano negou um pedido de liminar feito pela plataforma de vídeos Rumble e pelo Trump Media & Technology Group em relação a Moraes. As empresas estavam solicitando uma decisão que as liberasse de seguir as ordens do juiz brasileiro, que exigiam a exclusão de contas de um apoiador de Bolsonaro de suas plataformas.(Foto: Reprodução/TV Justiça)