Jararaca é achada em piscina de bolinhas de restaurante em SP

Uma jararaca foi descoberta em uma piscina de bolinhas de um restaurante localizado em Suzano, na região metropolitana de São Paulo, e foi removida após os empregados chamarem uma equipe de salvamento; ninguém ficou ferido.

Um colaborador notou a presença da cobra ao observar um objeto redondo se movimentando. O veterinário Celso Gatti, que é um expert em animais silvestres e uma das pessoas encarregadas da Reserva RP, foi acionado na noite de domingo (26) pela equipe do restaurante, assim que a serpente foi avistada na área da piscina de bolinhas. A Reserva RP é um local autorizado para a proteção da vida selvagem, situado em Ribeirão Pires.

O animal foi resgatado utilizando ferramentas apropriadas. Gatti fez uso de um gancho específico para répteis e uma caixa de transporte adequada para lidar com a jararaca, transportando-a para uma região florestal distante das habitações.

O vídeo do salvamento se tornou um sucesso nas redes sociais. A postagem de Gatti no Instagram ultrapassou 1 milhão de visualizações. Na publicação, ele mencionou que a jararaca é venenosa e arriscada, mas que deve ser resgatada e deslocada, “nunca machucada“.

 

O que afirma o especialista

A piscina de bolinhas serve como um refúgio para a serpente. Segundo o biólogo Claudio Machado, do canal Papo de Cobra, esse ambiente proporciona um lugar seguro para o réptil. “Uma piscina de bolinhas é uma maneira de o animal se camuflar“, comentou.

O perigo de acidentes aumenta em locais onde crianças. De acordo com ele, uma criança pode tocar ou pisar em uma cobra sem se dar conta. “Isso representa uma ameaça para o animal; ele reagirá para se proteger“, disse.

Um acidente pode ser sério e até resultar em morte em determinadas situações. Segundo Machado, a severidade da situação varia de acordo com a idade da pessoa afetada, o local da mordida e o tempo até a assistência médica. Sem um atendimento imediato, o risco de falecimento aumenta.

O bote é uma resposta defensiva, não uma agressão. “A propensão é sempre de tentar escapar“, declarou. O especialista esclarece que essa reação se quando o animal se sente em perigo ou sem saída.

Procurar prender ou eliminar a cobra eleva os perigos envolvidos. O biólogo recomenda que se mantenha uma distância segura e se chame profissionais capacitados. “Evite tentar pegar o animal se você não possui experiência“, afirmou.

 

O que afirma o Butantan

As jararacas são as responsáveis pela maior parte dos acidentes com serpentes no Brasil. De acordo com dados fornecidos pelo Instituto Butantan, serpentes do gênero Bothrops representam aproximadamente 90% dos incidentes ofídicos documentados no país. Essa alta frequência está relacionada à capacidade dessas cobras de se adaptar a variados habitats e à sua habilidade de se camuflar entre folhas secas.

Toxinas podem gerar desconforto, edema e hemorragias. As mordidas de jararaca podem resultar em dor e inchaço na área afetada, além de manchas roxas, sangramentos, infecções, necrose e, em situações mais severas, insuficiência renal aguda.

A espécie desempenha uma função ecológica importante. De acordo com o instituto, as jararacas contribuem para regular populações de presas, incluindo roedores, anfíbios e lagartos, e são objeto de estudos em investigações sobre venenos e fármacos(Foto: Redes Sociais / Reprodução)

Por Opinião em Pauta com informações do UOL

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