Neste domingo, a equipe do Irã se retirou do local onde iria participar de uma nova rodada de diálogos com os Estados Unidos na Suíça, após o presidente Donald Trump renovar suas ameaças de atacar a República Islâmica, conforme informou a agência estatal iraniana Irna. A saída da delegação aconteceu poucas horas após a chegada das equipes dos dois países a um resort à beira de um lago, onde estavam programados para conversar sobre o conflito entre Israel e o Hezbollah no Líbano, os ativos iranianos bloqueados e a comercialização de petróleo do Irã.
“A representação da República Islâmica do Irã, após a conversa com a delegação do Catar, que é uma das partes envolvidas na mediação, saiu do local onde as negociações estavam acontecendo”, comunicou a agência oficial iraniana. “Simultaneamente ao início das discussões na Suíça, Donald Trump compartilhou uma mensagem no X, reiterando suas ameaças e comentários hostis em relação ao Irã.”.
O chefe de estado dos Estados Unidos havia pressionado recentemente Teerã a evitar que seus parceiros no Líbano gerassem conflitos e advertiu que poderia reiniciar os ataques contra o Irã se essa situação persistisse. Em resposta, o presidente do Parlamento, Mohamad Baqer Qalibaf, aconselhou Washington a “pensar antes de falar”, compartilhando em uma postagem no X: “Nossas Forças Armadas estão preparadas para reagir de forma diferente”.
A troca de advertências aconteceu logo após o início das negociações entre delegações dos Estados Unidos e do Irã, com a presença dos mediadores do Catar e do Paquistão em um hotel de luxo nos Alpes suíços. Anteriormente, o vice-presidente americano, JD Vance, afirmou que a reunião era “histórica” e destacou que “avanços significativos foram realizados nas últimas horas”. Ele está à frente da equipe de negociação, que conta com os enviados especiais Steve Witkoff e Jared Kushner. (Foto: AFP)
Por Opinião em Pauta com informações da AFP



