Inflação cai a 0,09% em outubro e registra menor taxa em 27 anos

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) apresentou uma variação de apenas 0,09% em outubro, indicando uma desaceleração da inflação no Brasil. Esse resultado representa uma diminuição de 0,39 ponto percentual em comparação a setembro, quando a variação foi de 0,48%. No acumulado de 2025, o IPCA tem um aumento de 3,73%, e em um período de 12 meses, a alta é de 4,68%, abaixo da taxa de 5,17% registrada no intervalo anterior. Este resultado também é o mais baixo para um mês de outubro desde 1998, quando atingiu 0,02%.

Conforme informações do IBGE, este foi o menor aumento mensal desde maio, quando a taxa registrada foi de 0,03%. Três dos nove grupos de produtos e serviços analisados mostraram diminuição: Artigos domésticos (-0,34%), Habitação (-0,30%) e Comunicação (-0,16%). Por outro lado, os setores que apresentaram crescimento foram Vestuário (0,51%) e Alimentação e Bebidas (0,01%).

Queda em habitação

A diminuição de 0,30% no setor de Habitação foi causada pela queda de 2,39% na tarifa de energia elétrica em residências, que apresentou o maior efeito negativo no mês, contribuindo com -0,10 ponto percentual. Essa redução é resultado da alteração na bandeira tarifária, que mudou da vermelha nível 2 — que impunha um custo extra de R$ 7,87 a cada 100 kWh — para a vermelha nível 1, com um acréscimo menor, de R$ 4,46.

As tarifas sofreram alterações em diversas capitais: Goiânia (+19,56%), Brasília (+11,21%) e uma parte de São Paulo (+16,05%). Apesar da redução em outubro, a energia elétrica registra um aumento de 13,64% ao longo do ano, contribuindo com 0,53 ponto percentual para o índice.

A categoria de Vestuário registrou a maior alteração positiva, alcançando 0,51%, com ênfase nos calçados e acessórios, que tiveram um aumento de 0,89%, e nas roupas femininas, com uma elevação de 0,56%. nas Despesas Pessoais, ocorreu uma alta de 0,45%, puxada pela elevação de 0,52% nos serviços de empregados domésticos e um crescimento de 1,97% nos pacotes de turismo.

O segmento de Saúde e cuidados pessoais apresentou o maior aumento isolado, com um crescimento de 0,41%, impulsionado pelos produtos de higiene (0,57%) e pelos serviços de saúde (0,50%).

Variações entre transportes e alimentação

O segmento de Transportes apresentou uma elevação de 0,11%, impulsionada pelo incremento nas tarifas de passagens aéreas (4,48%) e nos preços dos combustíveis (0,32%). O óleo diesel foi a única categoria que registrou uma diminuição (-0,46%), enquanto o etanol (0,85%), o gás veicular (0,42%) e a gasolina (0,29%) mostraram valorização.

No setor de Alimentação e Bebidas, a alteração foi praticamente insignificante (0,01%). Os preços dos alimentos consumidos em casa caíram 0,16%, com ênfase na desvalorização do arroz (-2,49%) e do leite longa vida (-1,88%). Em contrapartida, houve aumento no preço da batata-inglesa (8,56%) e do óleo de soja (4,64%). Por outro lado, os custos da alimentação fora do lar aumentaram, passando de 0,11% para 0,46%.

Relacionados

plugins premium WordPress