O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, expressou sérias críticas aos opositores no Congresso em seu discurso na sexta-feira (10), durante o lançamento do novo sistema de financiamento de habitação. Dirigindo-se diretamente àqueles que, segundo ele, buscam dificultar as ações do governo, Haddad declarou: “Não se conquista uma eleição prejudicando o país. Não se consegue uma eleição barrando o governo de realizar o que é positivo. Continuaremos nosso caminho, e vamos deixar o Brasil em uma condição muito melhor.”
A observação do ministro se refere ao evento que ocorreu na quarta-feira (8), quando os congressistas optaram por não considerar a medida provisória criada como uma solução para o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). A votação contou com 251 votos contrários e 193 a favor da apreciação do texto na câmara. Como o prazo de validade da MP expirou na mesma data, essa escolha levou à rejeição final da proposta.
A proposta de medida provisória visava, principalmente, compensar a queda na arrecadação resultante da isenção do Imposto de Renda para trabalhadores com rendimento mensal de até R$ 5 mil, aprovada pelo Congresso na semana anterior. O texto incluía a imposição de impostos sobre títulos de investimentos e a cobrança retroativa de empresas que operam no setor de apostas online, conhecidas como bets.
Consumo e renda: reforma dos sonhos
Durante o evento realizado nesta sexta-feira, Haddad enfatizou as reformas estruturais implementadas pelo governo desde que Luiz Inácio Lula da Silva assumiu o cargo. Ele ressaltou que a reforma tributária referente ao consumo e à renda será o principal legado da administração, apresentando uma mudança histórica que era aguardada há quatro décadas. “Estamos agora finalizando uma reforma tributária significativa em relação à renda. Não me refiro apenas à isenção do imposto de renda para aqueles que recebem até R$ 5 mil, mas também a outras ações relevantes, como a tributação de recursos mantidos em paraísos fiscais, tanto no Brasil quanto no exterior“, declarou o ministro. (Foto: REUTERS/Adriano Machado)
Por Opinião em Pauta com inf0rmações da Reuters



