A Polícia Federal no Pará notificou o governo sobre “recentes advertências de possíveis agressões a membros das forças de segurança, atribuídas a componentes da organização criminosa Comando Vermelho, especialmente na Região Metropolitana de Belém”.
A correspondência encaminhada antes da grande operação que resultou na morte de mais de 120 pessoas no Rio de Janeiro recomenda que os policiais mantenham um “nível elevado de vigilância e prudência”. Além disso, aconselha a evitar “itinerários, lugares ou circunstâncias que possam incrementar o risco e a vulnerabilidade dos profissionais”.
A superintendência solicita também que qualquer ocorrência suspeita ou que represente perigo à segurança dos policiais seja comunicada ao departamento de Inteligência Policial.
Os dados foram divulgados para as unidades associadas à Superintendência Regional da Polícia Federal, com o objetivo de que sejam cientes e sigam as recomendações; foram também encaminhados às Delegacias Descentralizadas, a fim de alertar os agentes em operação no estado, além da Diretoria de Proteção à Pessoa da Polícia Federal, que tomará as devidas providências e fornecerá orientações aos policiais designados para a segurança da Cop30.
A notícia foi trazida à atenção de ministros do Planalto, assim como dos ministérios da Justiça e Defesa, há aproximadamente quatorze dias, conforme informam fontes. Esse alerta foi um fator adicional que influenciou a escolha do governo de implementar uma GLO no Pará. A grande operação contra o Comando Vermelho, no Rio de Janeiro, também teve um papel importante na decisão do governo federal em seguir com a ação.
A GLO possibilita ao presidente da República empregar as Forças Armadas em casos sérios de desordem. O decreto concede permissão para a atuação das forças no período de 2 a 23 de novembro.
Oito mil soldados foram mobilizados em Belém para realizar atividades na área de segurança ao redor do Parque da Cidade, onde ocorrerá a instalação dos pavilhões da Green Zone e da Blue Zone, assim como portos, subestações elétricas, estações de tratamento de água e as entradas e saídas do Aeroporto Internacional Val-de-Cans. (Foto: Ag. Pará)
Por Opinião em Pauta com informações da Ag. Folha


