O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) solicitou que a ministra da Saúde, Nisia Trindade, seja designada para uma posição em uma entidade internacional importante na área da saúde. A Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) foram mencionadas como opções viáveis.
A análise feita pelo governo aponta que Nisia possui um histórico profissional — e agora também político — apropriado para fazer parte desse tipo de organização.
Lula também nutre um sentimento de agradecimento pessoal e deseja oferecer uma forma de reconhecimento a Nisia pelo trabalho realizado na Esplanada dos Ministérios.
O chefe do executivo ficou insatisfeito com as informações que vazaram para a mídia na semana passada, indicando que ele já havia tomado a decisão de afastá-la e que tinha até selecionado o seu sucessor, Alexandre Padilha, que é atualmente o ministro da Secretaria de Relações Institucionais.
As semanas finais da ministra foram caracterizadas por deslealdades internas. Funcionários em posições estratégicas da equipe, que gozavam da confiança de Nísia, buscaram Padilha para tratar de questões da pasta e assegurar sua continuidade em altos cargos.
Padilha tem sido considerado o nome favorito de Lula para retomar o Ministério da Saúde, função que já exerceu durante a administração de Dilma Rousseff (PT).
Um assistente próximo a Nísia no ministério identificou as ações desses colaboradores. Em uma reunião recente, com a ministra presente, esse assistente fez severas críticas à conduta desses funcionários — tudo isso na presença dos “desleais”.
Nisia se sentiu ofendida ao ver sua demissão anunciada, com data e hora veiculadas na mídia, sem que ninguém do governo a avisasse sobre a autenticidade das informações. (Foto: Walterson Rosa/MS)