O ministro Alexandre de Moraes, do STF, ordenou na terça-feira (25) o início da pena do ex-ministro general Walter Braga Netto. Cumprirá sua sentença na 1ª Divisão do Exército, localizada na Vila Militar, no Rio de Janeiro.
Braga Netto encontra-se detido preventivamente desde dezembro de 2024, após tentar interferir nas investigações e acessar os depoimentos de Mauro Cid. O período já cumprido na detenção preventiva poderá ser descontado da pena, conforme a decisão do juiz encarregado do caso.
Com a segunda maior sentença entre os réus do esquema fraudulento, o ex-ministro e postulante à vice-presidência recebeu uma pena de 26 anos de reclusão, começando em regime fechado.
De acordo com a sentença, Braga Netto teria feito parte da cúpula da organização criminosa com o intuito de obstruir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva em 2022, além de ter sido responsável por gerenciar as atividades mais agressivas do grupo.
O ex-ministro também teria exercido pressão sobre o Alto Comando do Exército para que se juntasse ao esquema golpista e contribuído para a campanha de Jair Bolsonaro contra as urnas eletrônicas a partir de 2021, transformando as manifestações de 7 de Setembro em uma plataforma para criticar o sistema eleitoral e o Judiciário.
Ele teria, ainda, se envolvido em encontros com integrantes das Forças Especiais, conhecidos como “crianças negras”, na elaboração da estratégia denominada “Punhal Verde Amarelo”, que tinha como objetivo o assassinato de Luiz Inácio Lula da Silva, Geraldo Alckmin e Alexandre de Moraes. (Foto: Arquivo Exército)
Por Opinião em Pauta com informações de O Globo



