Flávio diz que vai pedir a cassação da chapa de Lula

O candidato derrotado à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), afirmou nesta segunda-feira (26) que vai pedir a cassação da chapa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reeleito para seu quarto mandato à frente do Palácio do Planalto, com 51,79% dos votos.

Flávio também relatou que visitou o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, nesta segunda-feira e, ao deixar o local, foi intimado a entregar seus passaportes. Por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), o senador deverá entregar os documentos de outras nacionalidades que possuir, enquanto a Polícia Federal deverá cancelar seus passaportes brasileiros, inclusive o diplomático.

A decisão foi tomada no âmbito de uma investigação que apura suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo Flávio Bolsonaro e o advogado Willer Tomaz.

Segundo o senador, a medida também o impede de deixar o país. Ele atribuiu a decisão a uma declaração de seu irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL), que, em entrevista a um podcast nos Estados Unidos na sexta-feira (23), defendeu que Flávio deixasse o Brasil caso perdesse a eleição.

“Eu nunca pensei em sair do país. Eu vou entregar os meus passaportes e vou me defender dessa aberração, que é uma clara tentativa de me intimidar, mas ninguém vai me calar”, declarou Flávio.

O senador afirmou que nunca manifestou intenção de deixar o território brasileiro e contestou a justificativa atribuída à decisão judicial.

Na entrevista concedida nos Estados Unidos, Eduardo Bolsonaro também colocou em dúvida a confiabilidade das urnas eletrônicas brasileiras e defendeu explicitamente a saída do irmão do país em caso de derrota eleitoral.

“Se meu irmão não ganhar, eu sou a favor de que meu irmão saia do país. Com certeza. Com certeza”, afirmou o ex-deputado.

 

Contestação do resultado eleitoral

Após a confirmação da vitória de Lula, na noite de domingo (25), Flávio Bolsonaro também criticou a decisão do ministro Cristiano Zanin, do STF, de prorrogar em duas horas o horário de encerramento da votação. O senador anunciou que pretende pedir a anulação das eleições.

A contestação ocorre apesar de o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, indicado ao cargo pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, ter manifestado confiança no processo eleitoral após a divulgação do resultado.

“Tenho absoluta segurança de todo o processo eleitoral”, afirmou o presidente do TSE.

Jair Bolsonaro, por sua vez, encontra-se em prisão domiciliar. Desde novembro do ano passado, cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão após ser condenado por liderar uma organização criminosa que tentou promover um golpe de Estado para mantê-lo no poder, mesmo depois da derrota nas eleições de 2022. (Foto: Reprodução)

Por Opinião em Pauta com informações da Reuters

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