Fiocruz completa 125 anos de resistência e cuidado com a vida

O Senado Federal realizou Sessão Especial em homenagem aos 125 anos da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), instituição centenária e estratégica para a saúde pública brasileira. Na Amazônia, e especialmente no Pará, sua atuação marcou decisivamente o enfrentamento de desafios históricos, científicos e sociais.

De acordo com o senador Beto Faro (PT-PA), a região amazônica sempre representou um grande desafio epidemiológico. Como exemplo a malária, apelidada por Oswaldo Cruz de “o Duende da Amazônia”, mobilizou diversas agências nacionais e internacionais ao longo do século 20. Na década de 1950, ganhou destaque o sal medicamentoso desenvolvido por Mario Pinotti. O chamado “Sal Pinotti” foi testado na região amazônica a partir de 1952, tornando-se um pilar das ações da Superintendência de Valorização Econômica da Amazônia (SPVEA). Os primeiros testes ocorreram no Rio Capim, no Pará, que atravessa os municípios de Belém, Castanhal e Barcarena.

Outros desafios históricos incluem o combate à leishmaniose, febre amarela, hepatites virais e, mais recentemente, às arboviroses como dengue, chikungunya e zika. Desde os tempos de Oswaldo Cruz, a Fiocruz se consolidou como referência no enfrentamento de doenças endêmicas que afetam a população amazônica. Estudos sobre fauna vetorial como mosquitos e outros transmissores, que permitiram desenvolver métodos de controle mais eficazes.

O instituto também produziu diagnósticos, vacinas e medicamentos que impactaram diretamente a vida das populações amazônidas. Em Belém, polo histórico de entrada e difusão de pesquisas, o Pará concentra centros de referência para estudo de doenças tropicais e formação de profissionais de saúde com foco na Amazônia.

“A Fiocruz Pará se tornou uma ponte entre ciência de excelência e políticas públicas voltadas à promoção da saúde e ao desenvolvimento regional, dialogando diretamente com comunidades ribeirinhas, indígenas e urbanas. Sua atuação foi determinante durante a pandemia de Covid-19, com diagnósticos, campanhas de vacinação e estudos sobre os impactos diferenciados da doença nas populações amazônidas, reflexos sentidos até hoje”, destacou o Senador.

A Fiocruz Amazônia, por meio do projeto Começo Meio e Fim, uma parceria entre o Ministério da Saúde, a Fiocruz Amazônia e a Rede Unida, atua hoje na capacitação de profissionais de saúde primária em municípios da Amazônia Legal, incluindo o Pará. “Celebrar os 125 anos da Fiocruz é reconhecer o valor inestimável da ciência e da dedicação de tantas vidas que trabalharam para proteger a saúde do Brasil, na Amazônia, e especialmente no Pará, essa presença transformou conhecimento em cuidado, pesquisa em esperança e compromisso em vida para milhares de pessoas”, finalizou Beto Faro. (Foto: Reprodução)

 

Texto: Ascom Senador Beto Faro (PT-PA)

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