O líder do Pentágono, Pete Hegseth, agendou uma reunião inesperada com oficiais de alto escalão para a próxima terça-feira (30), onde irá apresentar um plano para transformar o Departamento de Defesa em um “Departamento de Guerra”. “O objetivo é mostrar a força de como será o novo Exército sob a liderança do presidente”, revelou um funcionário da Casa Branca à CNN.
A conferência será documentada em um cenário em que a administração de Donald Trump decidiu enviar mais de 4,5 mil soldados para a área do Caribe, nas proximidades da costa da Venezuela. O governo dos Estados Unidos justifica essa ação como parte de uma luta contra o narcoterrorismo e ofereceu uma recompensa que pode chegar a US$ 50 milhões (aproximadamente R$ 270 milhões) por informações que resultem na captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro.
O sucessor de Hugo Chávez contestou as alegações feitas pela administração Trump e criticou a tentativa dos Estados Unidos de interferir ilegalmente na Venezuela. Delcy Rodríguez, a vice-presidente da Venezuela, também tem comunicado ao governo americano sobre os riscos de desestabilização na América do Sul.
Dois colaboradores relataram que Trump não tem a intenção de comparecer ou se envolver no encontro marcado para terça-feira. No entanto, outra mídia dos EUA, a NBC News, também mencionou que o governo está avaliando a possibilidade de realizar ataques aéreos com drones direcionados a integrantes de cartéis de drogas e instalações de narcóticos na Venezuela. Essas ações podem acontecer nas próximas semanas, segundo o canal.
Tropas dos Estados Unidos realizaram ataques contra pelo menos três barcos na área do Caribe, justificando essas ações com a luta contra o tráfico de drogas.
Na reunião agendada para as próximas semanas, os oficiais convidados ainda não foram esclarecidos sobre os motivos do encontro e precisarão oferecer uma justificativa convincente caso não possam comparecer, ressaltou um representante do Departamento de Defesa dos Estados Unidos. (Foto: Reprodução)
Por Opinião em Pauta com informações da Reuters



