Especialista diz: apesar do Trump, a economia brasileira vai bem

A economia do Brasil continua projetando um futuro promissor, mesmo diante das taxas estabelecidas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Afirmação é da economista e jornalista  Amanda Klein na edição de hoje do programa Mercado Aberto, no Canal UOL.

Segundo a especialista em Mercado, apesar das diversas notícias desfavoráveis relacionadas ao aumento das tarifas, um ambiente positivo está se formando na macroeconomia devido à inflação. O dólar alcançou seu valor mais baixo em 14 meses, rompendo a barreira de R$ 5,40, enquanto a Bolsa se aproxima novamente da marca de 138 mil pontos. Esse clima de otimismo surgiu com a inflação registrando índices inferiores às previsões, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos.

Em sua análise, a jornalista segue: “A inflação controlada, juntamente com a desvalorização do dólar globalmente e a previsão de que o Banco Central dos Estados Unidos reduza as taxas de juros na próxima reunião em setembro, favorecem a valorização do real e criam um impacto positivo para a economia brasileira, resultando em menores repasses para a inflação”.

Embora o setor de serviços esteja em alta e o mercado de trabalho demonstrando vigor, diz Amanda, os preços de alimentos e produtos industriais se encontram mais estabilizados. Com a Selic elevada a 15%, o nível mais alto em 20 anos, um influxo de capital estrangeiro nas operações de carry trade, que consistem em pegar emprestado em um país com juros mais baixos para investir em outra moeda com taxas mais altas, aproveitando a diferença.

O presidente Lula revelou as principais ações que serão divulgadas hoje: uma linha de crédito inicial de R$ 30 bilhões destinada às empresas afetadasdestacou que isso é apenas o início -, aquisições governamentais de produtos exportados para os Estados Unidos e um programa voltado ao conteúdo nacional.

A maior parte está condicionada à preservação dos postos de trabalho por parte das empresas. Também informou que está analisando medidas de retaliação contra os americanos fundamentadas na legislação de reciprocidade, porém de forma cautelosa e avaliando os impactos para a população brasileira. (Foto: UOL)

 

Por Opinião em Pauta com informações do UOL

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