Empresas brasileiras mais afetadas pela sobretaxa ao aço

ArcelorMittal, Ternium e CSN serão afetadas pela taxa de 25% aplicada às importações de aço nos Estados Unidos.

 

A taxa adicional divulgada por Donald Trump para o aço que entra nos Estados Unidos deverá impactar três usinas siderúrgicas localizadas no Brasil: ArcelorMittal, Ternium e CSN.

Conforme informações obtidas pela CNN de dirigentes do setor, essas empresas estão à frente nas exportações de produtos semiacabados de aço, especialmente laminados planos, para o mercado dos Estados Unidos, que alcançaram um total de US$ 2,8 bilhões em 2024.

As principais vendas de semiacabados da ArcelorMittal e da Ternium para os Estados Unidos são originárias das instalações de Pecém, no Ceará, e da antiga Companhia Siderúrgica do Atlântico, no estado do Rio de Janeiro.

Conforme informado por fontes, essas transações fornecem matérias-primas para as indústrias siderúrgicas dos Estados Unidos em relação aos seus produtos finais.

De acordo com fontes do setor, o Brasil possui um argumento que pode ser utilizado em futuras conversas com o governo Trump: para produzir esse tipo de aço, o país importa aproximadamente US$ 1 bilhão anualmente em carvão dos Estados Unidos.

Dessa forma, a produção reduzida de produtos siderúrgicos no Brasil resulta em uma diminuição das importações de carvão dos Estados Unidos.

No ano de 2019, durante a administração do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Trump invocou a Seção 232 — uma diretriz supostamente relacionada à segurança nacional — para impor uma tarifa de 25% sobre o aço e de 10% sobre o alumínio que eram importados.

Naquele momento, três nações conseguiram estabelecer um pacto com o governo dos Estados Unidos: Brasil, Argentina e Coreia do Sul. Todas concordaram com limites máximos de importação que, se respeitados, não estavam sujeitos à taxa adicional.

Atualmente, a administração brasileira uma chance de iniciar diálogos e planeja manter uma abordagem prudente em sua resposta a Trump.

O principal desafio, entretanto, é a falta de comunicação formal entre os assessores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a liderança do novo governo em Washington.

Até o momento, não houve interações significativas com o USTR (representação comercial da Casa Branca), nem com o Departamento de Comércio. Também não houve contato com o Departamento de Estado ou com o Conselho de Segurança Nacional. (Foto: CSN/Divulgação)

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