Em resposta a Trump, governo do Pará cita “rodovia verde” em construção

Na tarde deste domingo (9), o governo do Pará respondeu à acusação feita pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a suposta abertura de uma estrada na Amazônia para facilitar o acesso de ambientalistas à COP em Belém.

Fontes governamentais informaram que a estrada pode ser classificada como sustentável” por ter atendido a todas as normas ambientais.

O comunicado oficial emitido pela Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Seinfra) corrobora essa afirmação. Afirma que o plano para a Avenida Liberdade avança por uma linha de transmissão de energia, onde a floratinha sido removida, encurtando o tempo de viagem e prevenindo a liberação de 17,7 mil toneladas de CO₂ anualmente”.

O documento também esclarece que “a ação conta com autorização ambiental e atende a 57 exigências sociais e ambientais, abrangendo 37 passagens para a fauna, que asseguram a mobilidade segura das espécies nativas, além de uma ciclovia e um sistema de iluminação alimentado por energia solar”.

Informalmente, representantes do Pará alegam que a proposta da estrada remonta a 2020 — muito antes da escolha da ONU de sediar o evento em Belém. A via tem aproximadamente 14 km e conecta Belém a cinco outras cidades na área metropolitana, seguindo um trajeto que é paralelo à BR-316. O objetivo é aliviar o fluxo de veículos na rodovia.

O relato aponta que, devido ao acompanhamento do caminho de uma linha de transmissão de eletricidade, não houve a necessidade de desmatar vegetação nativa. A informação disponível indica que aproximadamente 20% do percurso sofreu desmatamento, porém correspondia a vegetação secundária,modificada pela ação humana.

Na imagem destacada, trecho da Rodovia Liberdade alvo de menção do presidente dos Estados Unidos. (Foto: Ag. Pará)

Por Opinião em Pauta com informações da Reuters

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