Desde o início das tarifas impostas pelo ex-presidente dos EUA, Donald Trump, o real brasileiro caiu bastante em relação ao dólar. Segundo dados do Banco Central analisados pela Austin Rating, o real perdeu 5,10% de seu valor desde 2 de abril, ficando em terceiro lugar entre as moedas que mais desvalorizaram em 118 países.
A moeda que mais perdeu valor foi o dinar líbio, com queda de 13,2%. Ao todo, 58 países tiveram suas moedas desvalorizadas desde o começo da guerra comercial dos EUA.
O que significa a desvalorização do real?
Com a queda do real, o brasileiro precisa de mais dinheiro para comprar a mesma quantidade de dólares. Por exemplo, se antes o dólar custava R$ 5,00, agora ele custa cerca de R$ 5,25. Isso faz com que produtos importados — como eletrônicos, carros, remédios e roupas — fiquem mais caros. Um celular que custava R$ 5.000 passa a custar R$ 5.250.
Impactos no dia a dia
O aumento do dólar também eleva o preço dos combustíveis, já que o petróleo é cotado em dólar. A Petrobras precisa pagar mais reais para importar o petróleo, o que aumenta o preço da gasolina, do diesel e do gás de cozinha. Esse custo maior rapidamente pesa no bolso do consumidor.
No setor alimentício, a alta do dólar encarece fertilizantes, defensivos agrícolas e grãos, que são cotados em dólar. Além disso, os produtores exportam mais para ganhar mais reais, o que faz subir os preços de carne, soja, milho, trigo, pão e macarrão, deixando os supermercados mais caros para as famílias.
Viagens e serviços em dólar ficam mais caros
Quem pretende viajar para o exterior deve se preparar para gastar mais. Passagens, hospedagem, cursos, intercâmbios e até serviços digitais pagos em dólar, como softwares e streaming, ficam mais caros para brasileiros. Por isso, é importante planejar com antecedência, usar moeda estrangeira antes de novas altas, aproveitar promoções e considerar destinos onde a moeda local esteja mais barata.
Quem se beneficia
A desvalorização do real beneficia exportadores de commodities, como soja, carne e minério de ferro, que recebem mais em reais por cada dólar exportado. O turismo interno também cresce, já que viajar dentro do país fica mais atraente com o aumento dos custos das viagens ao exterior.
Em resumo, a desvalorização do real não é só um dado econômico, mas mostra como decisões e mudanças no mercado internacional afetam diretamente o bolso do brasileiro. (Foto: Reprodução)
Informação da Austin Rating



